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02 de maio de 2019, 08h07

Ministro da Educação ironiza reitores de universidades federais: Como pedir sugestões sobre doces a diabéticos

Abraham Weintrab ironizou a atuação dos reitores "de esquerda" das universidades federais, após reação ao bloqueio de 30% das verbas das instituições

Bolsonaro e Abraham Weintrab (Foto: Andre Sousa/MEC)

Colocando em prática o projeto de desmonte das universidades públicas no Brasil arquitetado por Jair Bolsonaro e Olavo de Carvalho, o ministro da Educação, Abraham Weintrab, ironizou a atuação dos reitores “de esquerda” das universidades federais, após reação ao bloqueio de 30% das verbas das instituições, anunciado no início da semana.

“Para quem conhece Universidades Federais, perguntar sobre tolerância ou pluralidade aos reitores (ditos) de esquerda faz tanto sentido quanto pedir sugestões sobre doces a diabéticos”, tuitou neste 1º de maio o economista, que assumiu o posto por indicação de Olavo de Carvalho após o desastre administrativo de Ricardo Vélez Rodriguez.

Bloqueio ideológico
Nesta quarta-feira (1º), o Ministério da Educação (MEC) anunciou que o bloqueio de 30% na verba das instituições de ensino federais vai valer para todas as universidades e todos os institutos. A informação foi dada após às críticas ao corte de verba de três universidades que tinham sido palco de manifestações públicas: a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA).

De acordo com Arnaldo Barbosa de Lima Junior, secretário de Educação Superior do MEC, trata-se de um “bloqueio” que foi feito “de forma preventiva”.

Na manhã desta terça-feira (30), o MEC havia dito que “UFBA, UFF e UnB tiveram 30% das suas dotações orçamentárias anuais bloqueadas”, e que desde a semana passada havia inserido as informações sobre o bloqueio no Siaf, o sistema usado pelo governo federal no processo de execução do orçamento. O anúncio provocou protestos na comunidade acadêmica.

Em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo, o ministro Abraham Weintraub disse sobre o corte: “Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas. A lição de casa precisa estar feita: publicação científica, avaliações em dia, estar bem no ranking”.


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