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30 de junho de 2020, 14h53

Moraes prorroga prisão de blogueiro bolsonarista e sinaliza “novas diligências” contra pessoas envolvidas

Ministro do STF prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária de Oswaldo Eustáquio a pedido da Polícia Federal, que aponta o risco do bolsonarista prejudicar as investigações ou fugir do país

O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio e Michelle Bolsonaro (Reprodução/Twitter)

O jornalista Leandro Demori, editor do site The Intercept, revelou em sequência de tuíte nesta terça-feira (30) que o ministro, Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária do blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, que foi preso pela Polícia Federal na fronteira com o Paraguai.

Segundo Demori, que teve acesso à decisão de Moraes, a Polícia Federal analisa “bens e documentos” apreendidos com o jornalista e diz ter a necessidade de realizar “análises e novas diligências, e a ramificação de fatos e pessoas envolvidas”.

A prisão teria sido prorrogada pela possibilidade de, solto, Eustáquio prejudicar investigados já que a PF alega que “há indícios do envolvimento do ora custodiado em fatos que estão sob apuração e que guardam relação com ações de potencial lesivo considerável”.

Segundo Demori, o documento diz ainda que “as manifestações promovidas por OSWALDO EUSTÁQUIO (…) têm instigado uma parcela da população que, com afinidade ideológica, tem sido utilizada para impulsionar o extremismo do discurso de polarização e antagonismo, por meios ilegais, a Poderes da República” e que ele “se inclui tanto no núcleo produtor de conteúdo, como se relaciona com os operadores de pautas ofensivas ao Estado Democrático de
Direito”.

O risco de fuga de Eustáquio também é apontado pela PF como justificativa para mantê-lo encarcerado.

“Embora o representado tenha logrado se evadir da casa em que estava albergado, (…) nos vídeos em que gravou para redes sociais fazia uso de expressões que indicavam que ele continuava na capital federal, quando, na verdade, estava em um quarto de hotel em Ponta Porã, cidade que faz fronteira seca com o Paraguai, circunstância que, por si só, indica sua propensão em eludir a aplicação da lei pena”.

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