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12 de fevereiro de 2020, 14h29

Moro culpa “polícia de estado administrado pelo PT” por morte de miliciano ligado a Flávio Bolsonaro

Enquadrado por deputados petistas em audiência na Câmara, Moro disse ainda que a inclusão do nome de Adriano da Nóbrega na lista de criminosos mais procurados não era necessária "porque a pessoa foi encontrada"

Enquadrado por parlamentares do PT sobre a não inclusão no rol dos criminosos mais procurados e as circunstâncias do assassinato do miliciano Adriano da Nóbrega, ligado a Flávio Bolsonaro, o ministro da Justiça, Sergio Moro, usou a estratégia aprendida com o chefe, Jair Bolsonaro, atacando os adversários políticos para tentar justificar sua inação no caso.

Indagado pelo deputado Henrique Fontana (PT-SP) sobre as circunstâncias do assassinato do miliciano pela polícia – que havia consultado o Ministério da Justiça sobre a ação -, Moro culpou o PT.

“Essa pessoa foi morta nesse confronto com a polícia. Não estou criticando a polícia lá, as circunstâncias vão ser apuradas. Mas é a polícia de um estado administrado pelo PT”, disse, em relação ao governo Rui Costa, na Bahia.

Mais enfático, Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou porque a PF não se preocupou com a vida criminal de Adriano e não incluiu na lista de mais procurados pela Justiça, já que o miliciano estava há mais de um ano foragido.

Moro disse, então, que a inclusão do nome de Adriano da Nóbrega na lista de mais procurados não era necessária porque a pessoa foi encontrada.

“Essa questão da lista é uma questão falsa. Não é uma lista de todos os procurados, é uma lista dos mais procurados e na avaliação técnica que foi feita essa pessoa não entrou. E se vê que nem era necessário porque a pessoa foi encontrada. Uma lista dos mais procurados não é uma lista de todos os procurados. Haviam razões específicas para não realizar essa inclusão”, disse Moro, sem listar quais seriam essas razões.


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