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28 de fevereiro de 2018, 17h52

Mourão exalta torturador da ditadura e declara apoio a Bolsonaro

O general Hamilton Mourão, aquele que aventou a possibilidade de um golpe militar, fez um discurso no seu último dia antes de ir para a reserva. Em sua fala, chamou o torturador Brilhante Ustra de "herói', declarou apoio a Bolsonaro e classificou a intervenção no Rio como "fajuta"

O general do Exército Hamilton Mourão, aquele que há meses aventou a possibilidade de um golpe militar no Brasil, se despediu das Forças Armadas nesta quarta-feira (28). A partir de amanhã, ele deixa Secretaria de Economia e Finanças do Comando do Exército e vai para a reserva.

Em seu discurso de despedida, proferido em uma cerimônia no Salão de Honras do Comando Militar do Exército, Mourão exaltou o
coronel Carlos Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI no período da ditadura militar e reconhecido como torturador pela Comissão Nacional da Verdade. Em sua fala, o agora ex-general chamou Ustra de “herói”.

À imprensa, Mourão informou que se candidatará à presidência do Clube Militar do Rio e que apoiará a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro à presidência da República, garantindo que subirá em palanque “se preciso for”.

Questionado por jornalistas, o general que passará a integrar a reserva teceu críticas à intervenção federal no Rio de Janeiro, classificando-a como “fajuta”. Para o militar, a intervenção deveria assumir o controle não só da Segurança Pública, como da administração de todo o estado do Rio de Janeiro. Para ele, o general nomeado como interventor, Braga Netto, é um “cachorro acuado”.

“A intervenção no Rio de Janeiro é uma intervenção meia-sola. Vamos lembrar do século 19, houve várias intervenções nas províncias. O interventor era o ‘Caxias’. Assumia o quê? O poder político e o poder militar. O [general interventor] Braga Netto não tem poder político. O Braga Netto é um cachorro acuado, no final das contas. Não vai conseguir resolver o problema dessa forma. E nós só vamos apanhar”, afirmou.

 


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