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11 de dezembro de 2019, 12h57

“Não podemos abrir mão da indignação”, diz Lula sobre assassinato de lideranças indígenas em governo Bolsonaro

Em entrevista exclusiva à Forum, Lula diz que não se pode esperar muito do governo Bolsonaro, pois atual presidente "não assumiu compromisso com a democracia"

Foto: Ricardo Stuckert

Em entrevista exclusiva à Revista Fórum nesta quarta-feira (11), o ex-presidente Lula da Silva (PT) comentou comentou sobre o alarmante de lideranças indígenas assassinadas em conflitos de terra durante o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, assim como a perseguição contra demais minorias. Lula diz que não se pode esperar muito de Bolsonaro, mas que brasileiros não devem perder a indignação.

Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgados na segunda-feira (9) mostram que o número de lideranças indígenas assassinadas em 2019 foi o maior em pelo menos 11 anos. Segundo o levantamento, foram 7 mortes em 2019, contra 2 mortes em 2018.

“Do governo Bolsonaro não podemos esperar muita coisa. Ele não assumiu o compromisso. Preferiram eleger isso a alguém que tivesse compromisso com a democracia brasileira. Um presidente que acusa Fernanda Montenegro, que acusa Martinho da Vila, Chico Buarque, que diz que tudo é responsabilidade da esquerda e que bate continência à bandeira americana, que abre mão de parceiros importantes como a Venezuela. Eu fico pensando, o que esse cidadão pensa da política? O que esse cidadão pensa que é o Brasil?”, questionou o ex-presidente.

Segundo Lula, no entanto, é essencial “não abrir mão da indignação”. “Estamos no momento da indignação. O ser humano não pode perder a responsabilidade de amar e ser bom. Mas não podemos abrir mão da indignação”, afirmou.

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