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03 de abril de 2019, 12h51

Negócios de Paulo Guedes com fundos de pensão estão no alvo do TCU

O MPF também investiga supostos ganhos excessivos da empresa do ministro da Economia, em detrimento de estatais como a Caixa, o Banco do Brasil, a Petrobras e os Correios

Defesa de Paulo Guedes nega irregularidades

Reportagem de Fábio Fabrim para a Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira (03), revela que supostas fraudes em negócios de uma empresa do ministro da Economia, Paulo Guedes, envolvendo fundos de pensão de estatais, são alvo de apuração do Tribunal de Contas da União (TCU).

O órgão busca identificar possíveis perdas às empresas públicas causadas por operações, a partir de representação do Ministério Público Federal (MPF), baseada em irregularidades apontadas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e pela Fundação dos Economiários Federais (Funecef) – entidade previdenciária dos funcionários da Caixa.

Há indícios de gestão fraudulenta ou temerária para a captação e operação, desde 2009, de R$ 1 bilhão em sete fundos de pensão. Além da Funcef, estão entre eles o Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios).

A gestora de ativos que criou fundos os de investimentos que receberam esses recursos pertencia ao ministro até o fim do ano passado.

O MPF suspeita de que as transações tenham gerado ganhos excessivos a Paulo Guedes, implicando em desvantagens para as entidades.

À Folha, a defesa do ministro da Economia alega que são legais e corretas todas as operações dos fundos, “que, diga-se de passagem, têm sido lucrativos aos cotistas, incluindo os fundos de pensão”, pontua em nota.

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