Patrocinado por Bolsonaro, pedido de impeachment de Edinho de Araraquara é rejeitado

Deputados Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli foram ao interior paulista para tentar, junto à oposição do prefeito petista, removê-lo do cargo. Eles ainda distribuíram cestas básicas antes do golpe fracassado

O pedido de impeachment do prefeito de Araraquara, Edinho (PT), protocolado pela oposição na segunda-feira (2) e com o patrocínio direto do presidente República, Jair Bolsonaro, que enviou seu filho Eduardo (PSL-SP) e a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) à cidade do interior paulista para pressionar por um golpe, foi rejeitado pela Câmara Municipal há poucos minutos.

Por 13 votos a 4, os parlamentares araraquarenses não deram prosseguimento ao pedido impetrado por figuras da extrema direita da cidade, como o candidato a vereador Fábio Gorla, que se proclamou líder, ao lado do filho 03 do presidente, do grupo que pretende derrubar o prefeito democraticamente eleito.

Durante a sessão que analisou a admissão do processo de impedimento do prefeito Edinho, os ânimos se acirraram quando vereadores da base do governo acusaram os colegas da oposição de agirem contra a democracia. A parlamentar Thainara Faria (PT) questionou diretamente os membros do grupo que pedia o impeachment do chefe do Executivo municipal por não respeitarem os protocolos sanitários da Casa.

Por fim, apenas os vereadores Carlão do Joia, Marquese da Rádio e Marcos Garrido, todos do Patriota, e Lineu de Assis, do Podemos, votaram favoravelmente à abertura de impeachment contra Edinho. O processo foi arquivado e o prefeito petista segue à frente de seu mandato.

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Henrique Rodrigues

Jornalista e professor de Literatura Brasileira.

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