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12 de junho de 2019, 08h20

Presidente da Funai deixa cargo e critica governo na questão indígena: “presidente está muito mal assessorado”

"Quem assessora o presidente é o senhor Nabhan [Garcia]. Que, quando fala sobre indígena, saliva ódio aos indígenas”, disse Franklimberg Freitas sobre ruralista que ocupa o posto de secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura

O general da reserva Franklimberg Ribeiro de Freitas (Reprodução)

O general do Exército da reserva Franklimberg Ribeiro de Freitas, escolhido pela ministra Damares Alves como presidente da Funai, deixou nesta terça-feira (11) o cargo. Freitas considerou que o governo está mal assessorado sobre a questão indígena, com uma forte influência ruralista que “saliva ódio contra indígenas”.

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“Quem assessora o senhor presidente não tem conhecimento de como funciona o arcabouço jurídico que envolve a Fundação Nacional do Índio. O presidente está muito mal assessorado a respeito da condução da política indigenista no país. E quem assessora o senhor presidente da República é o senhor Nabhan [Garcia]. Que, quando fala sobre indígena, saliva ódio aos indígenas”, disse Franklimberg Freitas a servidores do órgão, segundo Rubens Valente, da Folha de São Paulo.

Luiz Antônio Nabhan Garcia é presidente da União Democrática Ruralista (UDR) e ocupa o posto de secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, sendo o principal responsável pela reforma agrária. Entre as críticas do general ao ruralista está o desejo que Nabhan tinha de acabar com o Departamento de Proteção Territorial da Funai (DPT), setor responsável pela proteção, identificação e demarcação de terras indígenas.

Franklimberg Freitas, que já havia ocupado a presidência da instituição durante o governo de Michel Temer, considerou que a Funai possui um orçamento limitado, “muito pequeno para o atendimento das demandas dos indígenas”, e falta servidores. “A coisa [atendimento] não chega até o indígena. O que mais o presidente da Funai passa tempo aqui é defendendo a instituição de ataque de B, de interesse de B e de interesse de C. Ataques que diuturnamente estamos recebendo”, disse.

Desde a queda da ex-presidenta Dilma, em 2016, essa é a sexta vez que a chefia da Funai é alterada, resultando em uma procupante média de um presidente a cada seis meses.


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