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23 de novembro de 2018, 11h46

Privatista confesso, Doria cogita abrir mão de PPP para concluir obra do Metrô com 10 anos de atraso

A obra foi anunciada na gestão de José Serra, em 2008. Na época houve resistência de parte dos moradores de Higienópolis, no centro

Foto: Metrô

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), privatista confesso, cogita abrir mão do modelo de PPP (Parceria Público-Privada) em obra prometida há dez anos e adotar contratos convencionais para retomar a linha 6-laranja do Metrô, conforme apurou a Folha com integrantes do futuro governo.

A linha, com 15 km e 15 estações, foi paralisada após entrave na PPP. A construção, iniciada em 2013, já consumiu R$ 1,7 bilhão em obras (41% em recursos do estado) e R$ 984 milhões em desapropriações.

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A obra foi anunciada na gestão de José Serra (PSDB), em 2008. Na época houve resistência de parte dos moradores de Higienópolis, no centro. A linha 6 do Metrô chegou a ser prevista para 2012 e, após a assinatura do contrato, para 2018.

A obra foi exaltada pelo governo como a primeira PPP no Brasil responsável tanto pela construção como para administrar a linha por 25 anos.

Problemas com a obra fizeram com que a linha atravessasse as duas últimas gestões de Geraldo Alckmin (PSDB) sem ficar perto da conclusão.

O custo para finalizar as obras deve ultrapassar R$ 9 bilhões —valor que ainda pode aumentar após atualizações.

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