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09 de outubro de 2019, 06h37

PSL já articula cenário sem Bolsonaro e pode unir-se a outros partidos

O plano é fundir o partido com outras siglas para sobreviver na nova etapa caso Bolsonaro e seu grupo se afastem da sigla

Jair Bolsonaro e Luciano Bivar (Reprodução/Facebook)

A direção do PSL, partido de Jair Bolsonaro,  está há semanas estudando formas de se sustentar caso o presidente decida mudar de sigla. Dirigentes da legenda, como Luciano Bivar (PSL-PE), afirmam que há perspectiva de união com outras agremiações. Articulação do PSL veio à tona a partir de sinais do próprio Bolsonaro de que pretende se distanciar do partido. Informação é Daniela Lima, da Folha de S.Paulo.

O incômodo de Bolsonaro com o PSL aumentou após reportagens revelarem que, durante a apuração sobre o laranjal na seção mineira da sigla, a PF encontrou menções à campanha dele. O ex-assessor parlamentar do ministro do Turismo de Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio, que na época era coordenador de sua campanha a deputado federal no Vale do Rio Doce (MG), disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que “acha que parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e de Jair Bolsonaro”.

Outro sinal de descontentamento veio nesta terça-feira (8). Durante encontro do presidente com a imprensa no Palácio do Planalto, Bolsonaro disse a um de seus apoiadores para “esquecer o partido” e que Bivar estava “queimado pra caramba”.

“Nunca é registrado como ‘o partido do Bivar’. É sempre como ‘o partido de Bolsonaro’”, diz uma conselheira do presidente. Ainda segundo a matéria de Daniela Lima, já existe um grupo de advogados trabalhando num plano para dar amparo a parlamentares que queiram abandonar o partido ao lado dele. O ex-ministro do TSE Admar Gonzaga faz parte esse grupo.

O deputado Júnior Bozella (PSL-SP), que patrocinou um manifesto em defesa de Bivar, diz que Flavio e Eduardo Bolsonaro gerenciam os diretórios do Rio e de SP, respectivamente, sem ouvir os integrantes da bancada federal. Ele diz que o clã precisa reavaliar a ascensão da direita. “Todos nós fomos importantes nesse processo.”

Já o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), diz que os colegas que ameaçam sair do partido correm risco. “Não tem janela partidária, novas eleições vão vir. Vão disputar sem dinheiro? Vão deixar o partido que tem o maior fundo eleitoral? Bolsonaro pode não precisar, mas e eles? Esse negócio de ideologia não vai durar quatro anos.”


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