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20 de julho de 2019, 10h20

Quem é o suplente que pode entrar no lugar de Eduardo Bolsonaro?

Primeiro suplente do PSL de São Paulo, Vinicius Rodrigues é médico, anti-esquerdista, a favor de “privatizar tudo” e um apoiador do “Pavão Misterioso”; ele assumirá a cadeira de Eduardo Bolsonaro na Câmara caso o filho do presidente seja confirmado como embaixador

Reprodução/Facebook

Confirmando-se a ida do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para os Estados Unidos na condição de embaixador brasileiro, seu assento na Câmara dos Deputados será ocupado por Vinicius Rodrigues, 30, radiologista de Sorocaba que teve 25.908 votos em São Paulo, a maioria em sua cidade natal, cerca de 1,4% do titular.

Na expectativa de se mudar para Brasília, Rodrigues defende a nomeação do filho do presidente em Washington. “O Eduardo é advogado, não é formado pelo Instituto Rio Branco, mas ele vai ser embaixador e não diplomata. Tentam inferiorizar a experiência dele, por ter dito que fritou hambúrguer. Isso é um demérito? Alguém, por fritar hambúrguer, se torna pior do que um embaixador?”, questionou o suplente, em entrevista ao Estado de S. Paulo. Em uma postagem no Facebook, Rodrigues já havia se assumido “suspeito” para falar, mas para ele não haveria nome melhor para a embaixada brasileira. “Eduardo é a cara do Novo Brasil: preparado, família, conservador, jovem e pronto para crescer.”

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Antes de ingressar no PSL, Rodrigues fez parte do Partido Novo, ao qual se filiou em 2015. Atualmente, ele trabalha em três hospitais de Sorocaba, entre eles o Regional, hospital público mantido pelo Estado e pretende, caso chegue à Câmara, engrossar a Frente Parlamentar da Medicina para reduzir os impostos sobre remédios.

Pessoas próximas afirmam que ele gosta de ser tratado como “Dr. Vinicius Rodrigues”. Esse também seria o seu nome na Justiça Eleitoral e no Twitter, rede social em que ele voltou a ser mais ativo desde o dia 15 de junho, algumas semanas antes da possibilidade de Eduardo Bolsonaro ir para Washington se tornar pública. Desde então, foram 27 postagens políticas: 11 com elogios ao governo e fotos de Bolsonaro, 8 com ataques ao PT e à esquerda, 4 com elogios ao ministro Sergio Moro e 3 reproduzindo posts de Eduardo e Carlos.

No Facebook, Rodrigues chegou a embarcar na onda da página “Pavão Misterioso”, que revelou “denúncias gravíssimas de um conluio entre a cúpula do PSOL e empresário russo (não representante do governo) para prejudicar Moro, Bolsonaro e o Brasil”. Após evidências de que o conteúdo compartilhado era fake virem à tona, a página foi extinta.

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