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12 de dezembro de 2019, 09h03

Ratinho Jr. fecha turmas e turnos em escolas públicas do Paraná, denunciam professores

Ação faz parte da distribuição de aulas para o ano letivo de 2020. Um dos municípios do Estado teve 48 turmas suspensas

Foto: APP-Sindicato

Denúncias enviadas ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) desde quarta-feira (11) afirmam que o governador Ratinho Jr. (DEM) está fechando turmas em colégios de todo o estado. Ação faz parte da distribuição de aulas do governo para o ano letivo de 2020 nas escolas públicas da rede estadual.

Nesta quinta-feira (12), uma comitiva de dirigentes da APP-Sindicato seguirá para o Palácio Iguaçu onde protocolará um Ofício na Casa Civil e no Ministério Público solicitando a suspensão da Distribuição de Aulas para 2020 e a reabertura das turmas e turnos onde há demanda de estudantes solicitando vagas.

De acordo com o sindicato, em Cianorte, região noroeste do Paraná, o professor Domingos Cruz relatou que no Colégio Estadual José Guimarães uma das turmas desapareceu do sistema, e semelhante também teria ocorrido no Colégio Estadual São Lourenço. “No São Lourenço são mais três turmas fechadas. Além da superlotação, isso desorganiza todo o trabalho preparado para a distribuição que aconteceria agora cedo. É um sentimento de desrespeito muito grande”, afirma o professor.

Outra denúncia veio de Ivaiporã, onde educadores informam o fechamento de, pelo menos, 48 turmas. O presidente da NS da APP-Sindicato na região comenta que há relatos de fechamentos de turmas de período integral. “O colégio Arthur de Azevedo, de São João do Ivaí, é um destes casos. Turmas com demandas de mais de 30 alunos simplesmente sumiram do sistema de matrículas”, relata o professor Sergio da Conceição.

As escolas do Paraná já passam por diversas dificuldades em infraestrutura, conforme relata o sindicato da categoria. Salas de aula superlotadas, jornadas estendidas e salários baixos são algumas das queixas citadas, agora acrescidas da ameaça de redução de vagas e da dificuldade de acesso às escolas.

De acordo com a Secretaria de Educação do Estado (SEED), sob gestão do secretário Renato Feder, a distribuição de aulas para 2020 “foi pensada para que os professores consigam concentrar suas atividades no menor número possível de escolas”. De acordo com nota divulgada no site da SEED, medida atende pedido da categoria e objetivo é fazer com que professores lecionem até 22 aulas por turno no período diurno, “evitando assim o suprimento de poucas aulas em outro turno ou escola”.


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