No rastro do crime ambiental nas praias do Nordeste
17 de janeiro de 2018, 14h50

Réu por coação, calúnia e injúria, dono da Riachuelo ataca o PT em evento em Nova York

Conhecido apoiador do golpe que derrubou Dilma, Flávio Rocha lerá um manifesto chamando o PT de “uma quadrilha que saqueou o Brasil, aparelhou as instituições, usou bancos e obras públicas para enriquecimento privado numa proporção jamais vista”

Conhecido apoiador do golpe que derrubou Dilma, Flávio Rocha lerá um manifesto chamando o PT de “uma quadrilha que saqueou o Brasil, aparelhou as instituições, usou bancos e obras públicas para enriquecimento privado numa proporção jamais vista”

Da Redação*

Um grupo de executivos brasileiros lança nesta quinta-feira (18), em Nova York, o movimento Brasil 200, em referência ao aniversário de 200 anos da independência do país em 2022, data que coincide com o fim do mandado do próximo presidente. Um dos líderes do movimento é o empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, conhecido apoiador do golpe que tirou Dilma da presidência.

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Rocha se tornou réu na Justiça Federal do Rio Grande do Norte, acusado pelo Ministério Público Federal de coação, calúnia e injúria contra uma procuradora do Trabalho que questionou a contratação de terceirizados pela Guararapes, firma que controla a rede de lojas de departamento.

Na ocasião, a Guararapes Confecções, controladora das Lojas Riachuelo, passou a transferir sua produção de roupa para o interior do estado. A empresa enxugou a fábrica de Natal, onde os funcionários são diretamente contratados, e migrou para pequenas oficinas terceirizadas na região de Seridó, onde as costureiras são contratadas por microempresários. Com isso, conseguia, além de baixar o custo por conta dos baixos salários, transferir os encargos trabalhistas para os terceirizados.

Ataques ao PT

No evento, Flávio Rocha irá ler um manifesto e convocar os empresários a defenderem uma agenda comum para o país. E o manifesto trará duras palavras contra o PT.

“Foram quase 15 anos de uma farra de gastos públicos e créditos subsidiados para os amigos do rei”, prevê o discurso.

“O Brasil é um país sem memória, mas não é possível que em pleno ano eleitoral não se fale a cada oportunidade, todos os dias, do período nefasto de quase 15 anos em que uma quadrilha saqueou o Brasil, aparelhou as instituições, usou bancos e obras públicas para enriquecimento privado numa proporção jamais vista”, completa o discurso.

*Com informações do Radar, da Veja

Foto: Divulgação

 


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