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17 de julho de 2018, 08h47

Roberta Luchsinger, que prometeu doar R$ 500 mil a Lula, relata agressão de eleitor de Bolsonaro

Ela conta que estava no restaurante Gero, um dos mais sofisticados restaurantes de São Paulo, e como ninguém fez nada, atirou duas taças de champanhe no "bolsominion"

A milionária que prometeu doar R$ 500 mil ao ex-presidente Lula, Roberta Luchsinger, relatou em seu twitter que foi agredida por um eleitor de Jair Bolsonaro (PSL) quando estava num dos mais badalados restaurantes de São Paulo, o Gero. “Como ninguém fez nada, joguei duas taças de champanhe na cara dele. Esse é o nível de gente que apoia Bolsonaro”, contou.

Segundo Roberta, ela estava no restaurante com uma amiga advogada, quando dois homens foram até a mesa delas. “Ele estava acompanhado de outro homem, um português. Ele de nome Carlos veio até nossa mesa e sentou. Começou a falar de política. Ok. Falou q era eleitor de Bolsonaro. Ok. Chamou meu ex marido de bandido … aí não está ok!”, disse.

“Chamou Lula de Bandido. Aí tb não está ok. E começou com palavras vulgares em um tom muito agressivo e desrespeitoso. Bom, ele então disse para minha amiga: quero fuder! Sim gente, ele disse isso. Ela pediu q ele se retirasse da nossa mesa e eu pedi nossa conta para pagar. Ele disse que não iria se retirar e que queria fuder. Pode sentir o ódio machista dos eleitores de Bolsonaro. Ele insistia nas palavras baixas e disse que não iria se retirar. Falei que chamaria a polícia. Ele disse : pode chamar. E continuou agredindo. Bom, se homem nenhum se propôs a retirar esse homem dali.”

Foi então que ela jogou a champanhe. “Eu levantei e joguei uma taça de champanhe na cara dele para ele acordar e se tocar. Ele continuou a agredir. Pedimos q ele se retirasse e nada. Joguei a segunda taça na cara desse idiota agressor”, afirmou. “Barraco paulistano mesmo. Chamem como quiser.”

Doação de 500 mil reais

Roberta ficou famosa, quando, em agosto do ano passado, anunciou que faria a doação a Lula, que teve seus bens bloqueados pelo juiz Sergio Moro. Ela é neta de Peter Paul Arnold Luchsinger, um ex-acionista do banco Credit Suisse.

Na época, ela justificou a doação por acreditar que o judiciário tenha se transformado em um instrumento de luta política contra Lula e todos que o apoiam. Roberta defende o ex-presidente nas redes sociais. Em abril deste ano se filiou ao PT e anunciou que é pré-candidata a deputada estadual em São Paulo.

Foi casada com o ex-delegado da Polícia Federal e ex-deputado federal pelo PCdoB Protógenes Queiroz, que comandou em 2008, na PF, a Operação Satiagraha. A operação investigou crimes financeiros e prendeu o banqueiro Daniel Dantas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, já falecido. Queiroz foi condenado por crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual  e hoje é asilado em Genebra, na Suíça.

“Meu ex marido Protógenes Queiroz foi exonerado da PF por caso similar, a Satiagraha anulada …. pq não exoneram Moro e anulam a Lava Jato também ?! A lei não é para todos ?!!”, escreveu Roberta.


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