sexta-feira, 30 out 2020
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Suposto hacker fez campanha para Bolsonaro e atacou PT nas redes sociais

Danilo Cristiano Marques, motorista de aplicativo e um dos supostos hackers presos pela Polícia Federal (PF), era conhecido por amigos e familiares por ser bolsonarista convicto, ao contrário da narrativa criada pelos advogados dos outros envolvidos. Além disso, Marques utilizou suas redes sociais para criticar o PT e o ex-presidente Lula.

O envolvimento dele nas invasões do Telegram surpreendeu as pessoas próximas, de acordo com reportagem de Eduardo Gonçalves e João Pedroso de Campos, da Veja.

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Segundo os amigos, Marques não tem nenhuma ligação com os ataques de hackers e não passa de um “laranja” da dupla Walter Delgatti Neto e Gustavo Henrique Elias Santos, considerados pelos investigadores os principais suspeitos do esquema.

O que mais compromete Marques é o IP de um dispositivo cadastrado no seu nome, de onde teriam partido ataques hacker. A defensora pública Manoela Maia Cavalcante Barros, que defende o motorista, afirma que o contrato de internet foi assinado por ele, mas que o serviço era utilizado por Walter Delgatti.

Conforme a defensora, ele fez um favor ao amigo, ao colocar seu nome no contrato, uma vez que Delgatti tinha restrições por ter passagens pela polícia.

Reservado

O suposto hacker mora com a irmã mais velha e uma sobrinha de 16 anos em Araraquara. Reservado, costuma passar a maior parte do tempo no computador.

Para concluir que Marques é um bolsonarista convicto, basta consultar suas publicações no Facebook. Ele demonstra, mais de uma vez, apoio a Bolsonaro e Sérgio Moro. Na época da campanha de 2018, incluiu “Bolsonaro 17” em sua foto de perfil e publicou vídeos ao vivo de comícios do candidato do PSL.

 

 

Redação
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