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27 de dezembro de 2016, 12h45

Temer provoca o pior rombo na economia da nossa história

No acumulado de janeiro a novembro de 2016, o déficit primário do setor público consolidado atingiu R$ 85,1 bilhões, pior resultado para o mês da série histórica iniciada pelo Banco Central em dezembro de 2001. No poder desde maio deste ano, Temer não tem mais a menor chance de colocar a culpa pelos erros econômicos em Dilma.

No acumulado de janeiro a novembro de 2016, o déficit primário do setor público consolidado atingiu R$ 85,1 bilhões, pior resultado para o mês da série histórica iniciada pelo Banco Central em dezembro de 2001. No poder desde maio deste ano, Temer não tem mais a menor chance de colocar a culpa pelos erros econômicos em Dilma.

Da Agência Reuters

O setor público consolidado brasileiro registrou déficit primário de 39,141 bilhões de reais em novembro, pior resultado para o mês da série histórica iniciada pelo Banco Central em dezembro de 2001, ressaltando a contínua deterioração das contas públicas em meio à recessão econômica.

O dado, divulgado nesta terça-feira pelo BC, veio pior que o rombo de 35,90 bilhões de reais estimado por analistas em pesquisa Reuters e foi puxado pelo rombo de 39,876 bilhões de reais registrado pelo governo central (governo federal, Banco Central e INSS).

Enquanto isso, Estados e municípios ficaram no azul em 421 milhões de reais e as empresas estatais registraram superávit primário de 314 milhões de reais no mês passado.

Nos acumulado de janeiro a novembro, o déficit primário do setor público alcançou 85,053 bilhões de reais. Em 12 meses, o rombo foi a 2,50 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), por incorporar os dados de dezembro de 2015, quando o governo realizou pagamento extraordinário de 55,6 bilhões de reais por conta das chamadas “pedaladas fiscais”.

Para o ano, a meta fiscal é de déficit primário ainda mais alto, de 163,9 bilhões de reais para o setor público consolidado, equivalente a 2,6 por cento do PIB. O dado será, se confirmado, o pior já registrado pelo país e o terceiro consecutivo no vermelho.

Refletindo o persistente desarranjo fiscal, a dívida bruta do país foi a 70,5 por cento do PIB, acima dos 69,5 por cento do mês anterior. A dívida líquida subiu a 43,8 por cento do PIB em novembro, ligeiramente superior aos 43,7 por cento de outubro.

 


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