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25 de julho de 2019, 10h35

Transações de supostos hackers mostradas pelo Coaf seriam de crimes de fraude em cartão de crédito

"Primeiro vazaram que os presos movimentaram 600 mil e que tinham 100 mil em casa, deixando no ar que esse dinheiro teria sido pra comprar as mensagens. Só depois o delegado João Vianey Xavier Filho explicou que eles são estelionatários de cartões de crédito", destacou Leandro Demori, editor do The Intercept Brasil

Operação da PF em Araraquara (SP) busca supostos hackers (Reprodução/Portal Morada)

Divulgados inicialmente como se estivessem vinculados com o suposto hackeamento dos celulares do ex-juiz federal Sérgio Moro e de procuradores do MPF, os R$ 600 mil que passaram pelas contas do casal Gustavo Santos e Suellen Priscila de Oliveira estão relacionados com estelionato, e não com uma suposta “compra de serviços”.

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O editor-executivo do The Intercept Brasil, Leandro Demori, usou as redes sociais na manhã desta quinta-feira (25) para destacar a origem desse dinheiro, que inicialmente fora ocultada. Segundo Demori, “primeiro vazaram que os presos movimentaram 600 mil e que tinham 100 mil em casa, deixando no ar que esse dinheiro teria sido pra comprar as mensagens. Só depois o delegado João Vianey Xavier Filho explicou que eles são estelionatários de cartões de crédito”.

O jornalista criticou o método de divulgação da Polícia Federal, criticando o fato de que se deu brecha para uma narrativa diferente da que justificava a prisão dos supostos hackers. Demori ainda destacou que a coletiva de imprensa realizada pela PF não deu espaço para perguntas de jornalistas e que ainda não há conclusão na investigação.


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