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23 de março de 2019, 08h20

Unidade Popular realiza congresso nacional para se constituir como partido político

Para Leonardo Péricles, presidente da Comissão Nacional Provisória, o partido vem preencher uma lacuna no campo progressista diante de um cenário onde o fascismo de Bolsonaro ameaça a população mais pobre do país

Leonardo Péricles, coordenador nacional da Unidade Popular (Divulgaçã)

Com o tema “Partido dos pobres, com os pobres e para os pobres”, o movimento Unidade Popular pelo Socialismo (UP) realiza neste final de semana (23 e 24) em Belo Horizonte seu 1º Congresso Nacional com o objetivo de aprovar a composição da nova Direção Nacional para ingressar com o pedido de registro do Estatuto do partido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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“A UP nasce da vontade consciente de centenas de militantes que não foram contaminados pela burocracia dos gabinetes e não tiveram medo de ir às ruas, praças, trens, metros, portas de escolas, universidades e fábricas, vilas e favelas e coletaram 1,2 milhão de assinaturas de apoio para a legalização do partido”, disse à Fórum, Leonardo Péricles, de 37 anos, presidente da Comissão Nacional Provisória.

Para ele, o partido vem preencher uma lacuna no campo progressista diante de um cenário onde o fascismo ameaça a população mais pobre do país.

“Num momento que há uma absurda ameaça de intervenção dos EUA na Venezuela. No momento que o fascista Bolsonaro ameaça fazer uma reforma da Previdência, que irá roubar o direito de aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. No momento em que milhões de brasileiros estão desiludidos com esta política que está aí, mas que ao mesmo tempo, uma grande parcela destes anseia por mudanças, vai se realizar o Congresso Primeiro Congresso do Partido Unidade Popular.”

O congresso, que acontece na Escola Sindical 7 de Setembro da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na capital mineira, terá debates sobre a conjuntura internacional e nacional, a respeito de um ato Politico em Solidariedade a Revolução Bolivariana na Venezuela e buscará aprovar uma grande jornada de luta contra a reforma da Previdencia.

“A UP se propõe a ser um polo que contribua com a reorganização da esquerda no meio do povo pobre a partir de um programa revolucionário, mas que, ao mesmo tempo, dialogue com o povo. Quem devemos combater? O capital financeiro internacional e os muito ricos, as classes que dominam no Brasil, que carregam desde o período da escravidão o racismo, o machismo, o autoritarismo e principalmente a política anti-pobre que leva o Brasil a ser dependente, humilhado e saqueado como é hoje”, declara Leonardo.

Integrantes da UP em ato privatização da CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgoto) do RJ (Divulgação)

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