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26 de maio de 2020, 07h16

PF faz operação na casa do governador Wilson Witzel após troca de comando no Rio de Janeiro

A ação, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) é comandada por agentes da Polícia Federal de Brasília

Operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro (Reprodução/TV Globo)

Quatro carros da Polícia Federal estão no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do estado do Rio de Janeiro, na Zona Sul da cidade, na manhã desta terça-feira (26).

A ação, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) é comandada por agentes da Polícia Federal de Brasília. Quinze equipes estão em vários endereços, entre eles no Leblon, na Zona Sul, e na Rua Professor Valadares, no bairro do Grajaú, Zona Norte, onde morava o governador antes de assumir o mandato.

Operação Placebo
Em nota divulgada em seu site, a Polícia Federal informa que a ação é parte da “Operação Placebo que tem por finalidade a apuração dos indícios de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19), no Estado do Rio de Janeiro”.

Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão no Rio e também em São Paulo.

“Elementos de prova, obtidos durante investigações iniciadas no Rio de Janeiro pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal naquele estado foram compartilhados com a Procuradoria Geral da República no bojo de investigação em curso no Superior Tribunal de Justiça e apontam para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro”, diz a nota.

Troca de comando
A operação ocorre 22 dias após a posse de Rolando de Souza para a diretoria-geral da Polícia Federal, após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender a nomeação de Alexandre Ramagem, delegado que é próximo dos filhos de Jair Bolsonaro, em especial de Carlos Bolsonaro.

Uma das primeiras ações de Rolando de Souza à frente da corporação foi justamente substituir o comando da PF no Rio de Janeiro.

Carlos Henrique Oliveira, superintende da PF no estado foi chamado por Souza para ocupar a diretoria-executiva da entidade, deixando vago o posto no Rio de Janeiro até esta segunda-feira (25), quando o delegado Tacio Muzzi Carvalho e Carneiro foi nomeado por Rolando de Souza.

Inquérito
A troca de comando na Polícia Federal do Rio de Janeiro foi o principal motivo da queda de braço que resultou na saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça.

Insatisfeito com a “falta de informações” da PF no Estado, que coordena investigações contra seus filhos, em especial Flávio Bolsonaro, o presidente pressionou Moro para a troca do superintendente, que teria sido negado pelo então ministro.

No vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, divulgado na semana passada, Bolsonaro, em momento de fúria, cobrou a troca do comando da PF no estado.

“Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar fuder minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar; se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o Ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira”, disse Bolsonaro.


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