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09 de fevereiro de 2019, 15h02

‘Veja’ diz que depoimento de funcionário ao MP vai “complicar a vida” de Flávio Bolsonaro

Agostinho Moraes da Silva, um dos servidores que teriam feito depósitos na conta do ex-assessor Fabrício Queiroz, prestou esclarecimentos ao MP do Rio de Janeiro e seu depoimento, segundo a Veja, complicaria a versão de Flávio Bolsonaro sobre o caso; revista tirou a matéria do ar

Foto: Reprodução

Na coluna “Radar” deste sábado (9), a revista Veja noticiou que o depoimento de um dos servidores que passaram pelo gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) ao Ministério Público do Rio de Janeiro vai “complicar a vida” do hoje senador.

O texto não dá detalhes, mas sugere que o depoimento do policial Agostinho Moraes da Silva, que trabalhou no gabinete de Flávio, confirma irregularidades relacionadas às movimentações atípicas do ex-assessor Fabrício Queiroz. “Além de Renan, Flávio terá também de lidar com outro problema. O depoimento ao Ministério Público de um dos funcionários de seu gabinete, Agostinho Moraes da Silva, vai atrapalhar sua versão sobre o caso”, diz o texto da coluna.

A nota, no entanto, foi retirada do ar no início da tarde.

Agostinho Moraes da Silva é um dos sete servidores que trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro que fizeram depósitos ao ex-assessor Fabrício Queiroz. Fórum tentou contato com Silva, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Queiroz, por sua vez, é alvo de uma investigação no MPRJ que tem como base um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que aponta movimentações financeiras atípicas do amigo da família Bolsonaro. De acordo com o Coaf, enquanto assessor de Flávio, ele movimentou em sua conta mais de R$1 milhão entre 2016 e 2017, um valor incompatível com seu salário e patrimônio.

Essa movimentação suspeita incluiu um depósito de R$24 mim à primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Nem Queiroz e nem Flávio Bolsonaro prestaram esclarecimentos ao MP sobre as movimentações.


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