Fórumcast #19
18 de novembro de 2018, 17h06

VIDEO: Bolsonaro discursa contra médicos cubanos trazerem “todos os seus dependentes”

Em maio de 2016, o então deputado também apresentou uma emenda para proibir "dependentes de médico intercambista estrangeiro" de exercer atividades remuneradas, com emissão de Carteira de Trabalho no Brasil.

Reprodução

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) que na última quarta-feira (14) declarou ser “desumano” que os médicos cubanos fiquem afastados da família durante o trabalho no Programa Mais Médicos no Brasil, já defendeu a proibição da vinda dos familiares desses profissionais.

Em agosto de 2013, um mês após o lançamento das bases do programa, Bolsonaro discursou na Câmara Federal contra a vinda dos “dependentes” dos médicos cubanos. Em maio de 2016, o então deputado também apresentou uma emenda para proibir “dependentes de médico intercambista estrangeiro” de exercer atividades remuneradas, com emissão de Carteira de Trabalho no Brasil.

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“O intuito da presente emenda é limitar o estabelecimento de vínculos permanentes, por parte dos dependentes dos médicos intercambistas estrangeiros, vez que esses exercerão suas atividades em caráter temporário conforme prevê o Programa Mais Médicos, instituído pela Lei nº 12.871, de 22 de outubro de 2013, do qual discordo em sua totalidade”, afirma na justificativa.

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O texto foi relembrado pelo deputado Paulo Pimenta (PT/RS) em publicação no Twitter citando reportagem do Brasil de Fato.

Na última quarta-feira (14), após o anúncio do Ministério da Saúde Pública de Cuba da retirada dos 8.500 médicos cubanos do programa pelas declarações “ameaçadoras” e modificações “inaceitáveis” de Bolsonaro, o capitão da reserva disse estar disposto a dar asilo aos cubanos que queiram ficar.

“Eu fui contra o Mais Médicos por alguns motivos que agora tornam-se muito mais caros. Primeiro, a questão humanitário e desumana. Deixar esses profissionais afastados de seus familiares. Tem muita senhora desempenhando função de médico e seus filhos estão em Cuba”, declarou.

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