O que o brasileiro pensa?
12 de maio de 2020, 15h20

Vídeo de encontro ministerial com Bolsonaro é, de fato, devastador, diz Andréia Sadi

“A grande discussão agora”, prossegue a jornalista, “é se ele vai ser divulgado. Mesmo que seja divulgado só o trecho que o Aras pediu, já é complicado”

Reunião Ministerial do dia 22 de abril (Foto: Marcos Corrêa/PR)

A repórter da GloboNews, Andréia Sadi, afirmou no início da tarde desta terça-feira (12) que, de acordo com suas fontes no Palácio do Planalto, o vídeo do encontro ministerial do dia 22 de abril, prova das denúncias do ex-ministro Sérgio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ), “é, de fato, devastador”.

“A grande discussão agora”, prossegue a jornalista, “é se ele vai ser divulgado. Mesmo que seja divulgado só o trecho que o Aras pediu, já é complicado”.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, decidiu recorrer ao relator do inquérito “Moro x Bolsonaro” no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Celso de Mello, para que o vídeo não seja transcrito na íntegra.

Aras considera que a transcrição integral é “desnecessária” e pode impor riscos à “soberania nacional”, caso sejam confirmados trechos da reunião com informações sobre países como a China.

O procurador quer a transcrição apenas dos diálogos entre Moro e Bolsonaro.

A reunião gravada no vídeo foi mencionada em depoimento pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, no inquérito que investiga a suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF). O depoimento de Moro foi colhido pela investigação dias após o ex-ministro deixar o cargo.

O ministro Celso de Mello determinou que a PF faça uma transcrição do conteúdo do vídeo. Celso de Mello decidirá, só depois, se irá divulgar o conteúdo na íntegra ou parcialmente.

Vídeo comprova declarações

A defesa de Moro, por outro lado, afirma que o vídeo comprova todas as suas declarações à Polícia Federal.

“O material confirma integralmente as declarações do ex-ministro Sergio Moro na entrevista coletiva de 24 de abril e no depoimento prestado à PF em 2 de maio”, afirmou o advogado do ex-juiz, Rodrigo Sánchez Rios.

O advogado também defendeu “a extrema relevância e interesse público” da íntegra do vídeo “venha à tona”. “Ela não possui menção a nenhum tema sensível à segurança nacional”, justificou.


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