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17 de julho de 2019, 12h24

Weintraub resume proposta para bancar universidades: “Patrocínio, patrocinador, aluguel e parceria”

Além da constituição de fundos com a venda e concessão do patrimônio público, o plano de Weintraub prevê os chamados "naming rights" em edifícios das universidades e institutos federais, que poderão ter o nome de empresas, em troca de patrocínio a pesquisas

Foto: Reprodução

Negando a intenção de privatizar as universidades federais, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou de evento nesta quarta-feira (17) de lançamento do plano “Future-se”, para “injeção de capital” nas instituições.

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“Acabou a fase de dinheiro público a fundo perdido. Tem que mostrar como está sendo usado, prestar contas”, disse Weintraub, antes de resumir a proposta: “Patrocínio, patrocinador, aluguel e parceria”.

Entre as medidas, estão a constituição de fundos imobiliários privados para vender imóveis ociosos que façam parte do patrimônio das universidades, a possibilidade de participação de Organizações Sociais na gestão de parte dos gastos e o aumento da captação de recursos do setor privado para financiar projetos — como o uso econômico do espaço público.

Também estão previstos os chamados “naming rights” em edifícios das universidades e institutos federais , que poderão ter o nome de empresas, em troca de financiamento por parte delas.

Em outra frente, o projeto prevê que museus ligados a universidades possam captar recursos da Lei Rouanet. “Queremos nos transformar na Apex da educação. Queremos que a educação brasileira seja um produto tipo exportação”, afirmou o secretário de educação superior, Arnaldo Lima.

O secretário refutou as críticas de que está havendo uma uma privatização da educação superior. “Privatização está totalmente errado. É uma complementação ao orçamento”, sem dizer, no entanto, que o governo já bloqueou somente neste semestre 30% do orçamento de custeio das instituições.

Fim da Filsofia e Sociologia
O projeto vai ao encontro dos anseios de Bolsonaro, que em abril decretou o fim dos investimentos federais nas faculdades de Filosofia e Sociologia para “focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina”.

O próprio Weintraub chegou a sinalizar que os cursos da área de Humanas deixarão de ser financiados pela estrutura pública. “Pode estudar Filosofia? Pode. Com dinheiro próprio”, disse ele, em vídeo também no mês de abril.


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