500 mil mortos: O legado de um genocida

Só a ida de Bolsonaro ao Tribunal de Haia trará algum reparo. Meio milhão de vidas até agora, e contando. O registro que ficará para a História do Brasil e da humanidade é esse

Jair Bolsonaro, um pervertido descontrolado, com traços de psicopata, queria deixar sua marca para a eternidade e assim o fez.

Os mais de 57 milhões de brasileiros que o escolheram devem estar satisfeitos. Afinal, é muito digno e inteligente colocar o controle do país nas mãos de um militar estúpido, ignorante, indisciplinado, desligado do Exército por arquitetar atentados a bomba contra a própria corporação, imprestável, corrupto, líder de um esquema de desvio de verbas de gabinete por quase 30 anos, apoiador sádico de torturadores e moralmente perverso.

Ontem Bolsonaro foi ao pagode. É assim que os deformados de caráter e alma procedem às vésperas do maior morticínio já registrado em toda a existência de uma nação.

Meio milhão de mortos e o presidente foi sorridente ao pagode.

Negou a doença. Negou a vacina. Negou a compra da vacina. Propôs uso de medicamentos milagrosos. Mentiu. Incentivou a contaminação. Fomentou aglomerações e, quando perguntado sobre as vítimas, respondeu, entre tantas outras desumanidades que já disse:

“Não sou coveiro!”

Perdi amigos, colegas de trabalho, conhecidos, vizinhos e familiares, para que o chefe do meu país me brindasse com deboche, desprezo e um pagode, bem na data que marca a estatística funesta.

Jair Bolsonaro deve ser levado ao Tribunal Penal Internacional de Haia. Coordenou deliberadamente um genocídio sanitário e com a maior cara lavada segue defendendo com unhas e dentes os seus feitos diabólicos.

Justiça para as 500 mil vidas perdidas. Meus pêsames e sinceros sentimentos a cada família enlutada que sofre. Memória e luta pela dignidade do nosso povo.

**Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.

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Henrique Rodrigues

Jornalista e professor de Literatura Brasileira.

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