Caso Ford e o inferno de Bolsonaro e Guedes: Desemprego, pandemia e miséria

Não ficará pedra sobre pedra. A situação se agrava a cada dia com o vírus e milhões de desempregados. Ontem foi a Ford e a sangria no BB. Hoje o Brasil é a lama do mundo, agoniza, não vê saída para o caos

Cada dia no Brasil sob a batuta de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes é um suplício infinito. Não há prazos para findar com as desgraças impostas por um governo inepto que vive parindo políticas anojosas. A sofrimento na vida do brasileiro tornou-se um longuíssimo funeral egípcio, só que sem a comida farta.

Ontem (11) a Ford anunciou que vai embora do Brasil depois de um século de atividades. Sabe-se há um bom tempo que a montadora vem redefinindo seu modelo de negócios pelo mundo, mas no caso específico do Brasil, dois motivos foram salientados: desvalorização do real frente ao dólar e a queda brutal na venda de veículos no país (39% em 2020 se comparado ao ano anterior). Obviamente, outros indicadores reforçaram a decisão do conglomerado sediado em Dearborn.

Uma quadrilha de aloprados cafonas e démodés, liderados por um idiota com intelecto de baixa densidade, instalou no país um regime político de 6º Ano do Ensino Fundamental. Desorientados, sempre sem saber como agir ante as situações mais corriqueiras, fizeram a moeda brasileira derreter, o PIB encolher e o desemprego chegar a mais de 14 milhões de pessoas. Não têm uma estratégia sequer para nada em mais de dois anos e vivem de bravatas juvenis o tempo todo.

Tornou-se um inferno diário viver no Brasil. Só a massa anestesiada e alienada pelo pão e circo fuleiro do presidente ainda não reclama. Mas a água já, já baterá na bunda.

Os estrupícios respondem a tudo com xingamentos e palavrões, como se quisessem bater fisicamente em qualquer um que aponte seus erros infantis e primários. Como se estivesse num programa de auditório dos anos 80, Bolsonaro jogou para torcida (claque) o que pensa da saída da montadora estadunidense: “Vocês querem que eu continue dando R$ 20 bilhões para eles?”. Sempre há uma piadinha, uma bobagem e uma mentirinha cretina inventada na hora.

O chefe da Comunicação institucional do Planalto correu para as redes sociais para dizer que o governo não tem culpa, sempre em tom agressivo e com a mesma retórica ridícula de adolescente revoltado. O Ministério da Economia afirma que não entende a decisão da Ford, pois o país está em “momento de forte recuperação”.

Em que mundo essa gente vive?

Jair Bolsonaro não fez absolutamente nada para evitar a saída da montadora norte-americana do país. Não pediu um prazo para substitui-la, um tempo para organizar as coisas, uma contrapartida indenizatória para minorar perdas… Não lançou um plano para os mais de cinco mil brasileiros que ficarão desempregados da noite para o dia.

“Perdeu para concorrência… Assim é na vida e na nossa casa… Lamento os cinco mil empregos perdidos…”

É desse jeito que ele faz. Ele lamenta… Sempre lamenta. Só um cego, completamente enfeitiçado por essa mente delinquente, não vê o desprezo em suas palavras. Bolsonaro está se lixando pra quem não terá o que comer. Sua bússola moral só permite preocupar-se com benefícios e ganhos exorbitantes para os militares com medalhinhas, além da permanente preocupação em blindar os filhos, atolados num mar de corrupção e atados ao pai nos casos das rachadinhas.

Paulo Guedes segue com sua cantilena ordinária, na qual nem ele mesmo acredita. Repete chavões do mundo financeiro o tempo todo e insiste que “está tudo bem”, enquanto o país desaba nas nossas cabeças. A tiracolo da saída da Ford foi anunciado o fechamento de 361 agências do Banco do Brasil, que culminará em outros cinco mil trabalhadores sem empregos após um famigerado programa de demissão voluntária.

Não ficará pedra sobre pedra. A situação se agrava a cada dia com o vírus e milhões de desempregados. Ontem foi a Ford e a sangria no BB. Hoje o Brasil é a lama do mundo, agoniza, não vê saída para o caos.

Já cansou!

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Henrique Rodrigues

Jornalista e professor de Literatura Brasileira.

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