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16 de fevereiro de 2019, 20h08

“O povo elegeu uma crise e isso vai aparecer o tempo inteiro”, avalia Jandira Feghali

Deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) defende união para atacar agenda regressiva de direitos do governo e que a crise envolvendo Bebianno é muito mais profunda do que se imagina

Eleita para liderar a oposição a Jair Bolsonaro (PSL) na Câmara dos Deputados, a líder da Minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), avalia que o caso envolvendo Gustavo Bebianno, ministro temporário da Secretaria de Governo, “é mais que uma denúncia de crime eleitoral” e sua demissão se dá, entre outros motivos, por “ele saber de muita coisa”.

Ela cita que, por um direito regimental do artigo 13 do regimento da Câmara, o grupo liderado pelo PDT e PCdoB garantiu o direito a presidir a Minoria, bloco de oposição ao governo. O posto também era reivindicado pelo bloco PT e PSB.

Ao blog, a parlamentar defende uma investigação rigorosa do caso envolvendo Bebianno e das suspeitas de candidaturas laranjas no PSL.

“A crise é muito mais profunda, e ao que parece a frase, ‘se eu cair, cai tudo’, motivou a atuação de militares para tentar evitar o pior”, diz Jandira. Na avaliação da congressista, caso Bebianno venha a falar o que sabe sobre a campanha presidencial, o governo Bolsonaro pode sofrer abalos severos. “Bebianno representa uma crise muito maior que as denúncias feitas”, diz.

Na visão da parlamentar, o novo governo irá sucumbir à retirada de direitos com a nova proposta de Reforma da Previdência. A deputada critica a interferência dos filhos do presidente e ironiza que assim as coisas para a oposição ficarão fáceis.

“O povo elegeu uma crise. E isso vai aparecer o tempo inteiro. Infelizmente, ele [Bolsonaro] demonstra uma grande dificuldade de se comportar como presidente. Agora, essa não é a primeira denúncia [caso Bebianno], mas iremos defender que todas elas sejam apuradas”.

Unificação das esquerdas

Como líder da Minoria, Jandira afirma que a divisão entre  partidos de esquerda na eleição para presidência da Câmara já foi superada e agora é hora de união desse campo político. “Aqueles blocos já se desmancharam e serviram apenas para as bancadas menores ocuparem espaços na Câmara. Agora é hora de atuação pragmática e unida” contemporiza Jandira.

“A liderança da Minoria é a representação da liderança da oposição. Será um polo de articulação dos movimentos sociais, intelectuais, dos formadores de opinião. Temos o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), e iremos conversar com ele”. A parlamentar diz que sob sua liderança ela buscará fazer pontes com deputados de outros partidos contrários à agenda regressiva de direitos nas propostas do governo Bolsonaro.

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