sábado, 26 set 2020
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Milos Morpha aguarda…True Blood

Já no domingo presenciaremos o retorno de uma das melhores, mais bizarra, trash e viciante série da TV. A 3ª temporada de True Blood estréia, e isso é sim um acontecimento, TB é uma série que merece destaque. Desprovida de grandes atuações/direção de arte/ produção no geral, mesmo assim, as duas temporadas já exibidas conseguem viciar toda e qualquer pessoa que se disponha a assistir.

Eis o enredo: em um futuro próximo, devido a invenção do sangue sintético (True Blood) pelos japoneses, os vampiros se revelam aos humanos, alegando que o consumo de True Blood seria o necessário para a sua sobrevivência, portanto, na teoria, nao morderiam mais seres humanos. Com base nessa realidade, instituições são criadas, entre elas a VLA  (Vampire League of America), a favor dos vampiros, e a Fellowship of the Sun (Sociedade do Sol), contra os mesmos. A série ainda mistura mitologias. Bacantes (adoradoras do deus Baco), animorfos (pessoas capazes de se transformar em outros animais) e (na próxima temporada) lobisomens fazem parte do enredo.

Vale também ressaltar a importância de tal série numa época em que a mitologia vampiresca está sendo completamente destruida, estralhaçada, banalizada, acefalizada e exarcebadamente romantizada pela saga Crepúsculo. Só pra nomear algumas diferenças:
1- Vampiros em True Blood não brilham no sol, eles queimam e sofrem.
2-Vampiros em True Blood tem mais de uma expressão facial
3- Vampiros em True Blood não reprovaram em trigonometria, portanto já não estão no colegial.
4- Vampiros em True Blood fazem sexo
5- Vampiros em True Blood são como todos bons vampiros deveriam ser

Cesar Castanha
Cesar Castanha
Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.