terça-feira, 22 set 2020
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Milos Morpha Comenta… Monty Phynton

Conversando com alguns amigos me dei conta de como são poucas as pessoas que conhecem Monty Python. Ah… você também não conhece?
Então deixe-me definilos para ti. Monty Python é simplesmente um dos grupos de comediantes mais escrotos e geniais (e hilários) que se tem notícia no planeta. Formado pelos britânicos John Cleese (Saga Harry Potter), Eric Idle e Terry Gilliam (diretor de Os Irmãos Grimm e Brazil), esses fazem uso da ridicularidade e da estupidez já existente nas pessoas como base para a comédia. O grupo chegou a lançar 3 longas metragens que fazem grande sucesso até hoje. O primeiro deles foi “Monty Python em Busca do Cálice Sagrado”, no qual é narrado a aventura do Rei Arthur e seus cavaleiros da távola redonda. História essa que, é claro, sofreu algumas (hilárias) alterações. Sendo esse filme despido de qualquer objetivo crítico/político. Diferente, portanto, da série de TV feita pelo grupo anteriormente. Tal série criticava ardualmente (e hilariamente) a política e os costumes da Inglaterra de sua época, o que a torna pouco compreensivel para nós, brasileiros dos dias de hoje. Seu segundo longa foi “A Vida de Brian”, sobre um rapaz que nasce no mesmo dia que Jesus Cristo, na manjedoura vizinha. Brian parece seguir os mesmos passos do messias, o que o leva a se envolver com uma organização de pessoas contrárias ao imperialismo romano (fazendo uma metáfora com os EUA) e termina sendo também cruscificado. No último longa, “O Sentido da Vida”, o grupo finalmente leva todo seu espírito crítico para o cinema, sendo uma união de curtas que supostamente deveriam seguir o mesmo tema. “O Sentido da Vida” tem várias cenas musicais que de tão sensacionais (e hilárias) permeiam no nosso pensamento. Como, por exemplo, a música “Every Sperm is Sacred” (Todo esperma é sagrado). Que está postada abaixo como argumento final:

Cesar Castanha
Cesar Castanha
Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.