terça-feira, 22 set 2020
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Resumão da Semana

Coração Louco:
Fui bruscamente tirado dos meus estudos na última segunda-feira por meu estepe, Mãria, para ir ao cinema ver esse filme. Interessante e charmoso para dizer o mínimo, uma câmera que filma realisticamente, atuações soberbas. Pessoas feias, em lugares feios, histórias tristes, me lembra outros filmes como, por exemplo, O Lutador. É mais ou menos o modo como pretendo filmar meus dois projetos engavetados, “Cadu” e “Duda”.

Rain Man:

Os filmes representam uma época cinematográfica mesmo das formas mais sutis possíveis. Rain Man veio de um tempo em que o cinema tentava mostrar com o máximo de simplicidade o significado do amor. Desta mesma época veio por exemplo Kramer vs. Kramer. E é basicamente isso que tenho a dizer sobre esses filmes, são simples e belos.

Weeds 3ª temporada:
Little Boxes… all in fire, little booooxes making tic tac…
É isso aí… tudo que é bom dura pouco. Infelizmente devo dizer o mesmo de Weeds, a série deixou de ser a comédia de humor negro do subúrbio para ser drama complexo do subúrbio. A história da viuva de classe média que virou traficante já não nos faz rir, nessa temporada ela choca e lhe dá raiva. Mas não deixa de ter qualidade, principalmente no que se trata do plot de Shane.

Confira a abertura

Caetana – Peça de Moncho Rodrigues
Finalmente eu li a peça Caetana, com diálogos de 1ª qualidade, conteúdo dramático de ponta, um texto de cair o queixo. Só me fez a vontade de ver a peça pelo menos uma vezinha.

Música da Semana:
Delírio Carioca – Os Cariocas

Cesar Castanha
Cesar Castanha
Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.