sexta-feira, 18 set 2020
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True Blood: era uma vez uma ótima série – Spoilers da 3ª temporada

Não, a série infelizmente não acabou. Embora continue fazendo uma campanha publicitária de primeira categoria a qualidade do roteiro se perdeu. A estratégia parece ter sido a mesma de lost, se fazer cult nas primeiras temporadas e depois mandar tudo pra merda, até porque ninguem vai parar de ver mesmo. Bom para os produtores e triste para os fãs, obrigados a ver a queda do que era uma da melhores séries no ar. Não falo isso por elementos do roteiro como: Sookie é uma fada ou Lafayette curte bruxas, pois tudo isso poderiam ser pontos positivos da série se bem desenvolvidos, já tivemos bacantes, vampiros, metamorfos, caça-vampiros, sem nada comprometer a construção principal de True Blood: a aceitação do semelhante selvagem. Com estruturas corretas isso foi construido no decorrer da série, o amor de Sookie, o amor de Eric, o vício no sangue de vampiro, o serial killer, a hierarquia, Godric, a sociedade do sol, tudo teve seu papel para apresentar tal tese. As atuais fadas e lobisomens não cumprem tal tarefa, é apenas uma bizarrice sem causa. Para salvar a temporada temos o rei de Mississipi, que manteve o questionamento principal da série e deu progressão ao desenvolvimento do mesmo. Por ele valeu acompanhar aqueles intermináveis episódios e concordar em dar uma chance à 4ª temporada da série.

Cesar Castanha
Cesar Castanha
Do encanto com os créditos de abertura de "Alice no País das Maravilhas", visto religiosamente sempre que exibido nas tardes de sábado pelo SBT, veio a paixão pelo cinema como experiência estética, transformadora e expressão de uma ideia, uma história ou do próprio experimento. Por amar o cinema para além dos padrões de qualidade impostos a ele pela mídia, por outras instituições e até por uma crítica datada, veio o meu amor por conversar sobre cinema, aderi-lo, defendê-lo, apropriar-me dele. O Milos Morpha é uma conversa sobre cinema. Aqui, o texto nunca é certo e definitivo. O cinema não é uma fórmula para que cada cineasta se aproxime da solução mais correta, é um conjunto de experiências artísticas que já dura mais de 100 anos, é dessa forma que criticamente percebemos e experimentamos o cinema no Milos Morpha.