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25 de dezembro de 2019, 18h18

Clarice Falcão classifica atentado a bomba contra Porta dos Fundos como “ataque fascista”

"Tempos tristes e assustadores", escreveu a cantora, que participou do Porta dos Fundos até 2015

Clarice Falcão (Reprodução)

A atriz e cantora Clarice Falcão foi às redes sociais, nesta quarta-feira (25), para comentar o atentado a bomba contra a sede da produtora do Porta dos Fundos no Rio de Janeiro. Para Clarice, que participou do grupo de humor entre 2012 e 2015, a tentativa de intimidação representa um “ataque fascista”.

“O Porta dos Fundos foi vítima de um ataque fascista. Já estive em algumas esquetes controversas e lembro que recebemos ameaças de processo, notas de repúdio e pedidos de boicote – nunca isso. São tempos tristes e assustadores. Minha solidariedade a todos do Porta”, escreveu em seu Twitter.

Quem também se manifestou sobre o ataque nesta quarta-feira de Natal foi Paulo Coelho, um dos escritores mais lidos do mundo. “Se os terroristas que atacaram o Porta dos Fundos não forem imediatamente punidos, isso vai empurrar o país para conflito de proporções gigantescas”, postou.

Ataque 

Nesta terça-feira (24), dois coquetéis molotov foram lançados dentro do prédio da produtora do grupo humorístico Porta dos Fundos, no bairro Humaitá, no Rio de Janeiro. As bombas geraram enormes labaredas e, se não fosse um segurança que estava no local, que conteve as chamas, era provável que o local fosse incendiado.

“Não vão nos calar! Nunca! É preciso estar atento e forte…”, disse o ator Fábio Porchat, um dos integrantes do Porta dos Fundos, logo após o atentado vir à público.

Imagens de câmeras de segurança do local mostram que ao menos três pessoas participaram do ataque. A polícia ainda tenta localizar os suspeitos.

Especial de Natal

O ataque à produtora do Porta dos Fundos aconteceu em meio à revolta gerada com o especial de Natal do grupo, lançado no início do mês e disponível na Netflix.

Bolsonaristas e fundamentalistas religiosos passaram a promover ataques virtuais a integrantes do grupo humorístico pelo fato de o especial de Natal por retratar, ironicamente, um Jesus Cristo homossexual. A produção audiovisual chegou, inclusive, a ser alvo de petições e ações na Justiça.

Na última sexta-feira (20), uma juíza negou um pedido para que o especial de Natal fosse retirado do ar. “Seria
inequivocamente censura”, disse a magistrada.

Saiba mais aqui.

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