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07 de setembro de 2019, 18h31

Distribuição de livros LGBT censurados na Bienal do Rio tem fila gigante

Felipe Neto havia anunciado a compra de 10 mil exemplares para serem doados ao evento. No fim, esse número aumentou para mais de 14 mil, todos entregues lacrados, em resposta irônica à exigência de Crivella

Livros doados por Felipe Neto na Bienal do Livro do Rio. (Foto: Reprodução)

A distribuição dos livros com temática LGBT, comprados e doados pelo youtuber Felipe Neto, formou uma fila gigante na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. A distribuição gratuita estava marcada para meio dia, mas entrega durou cerca de apenas duas horas. Inicitativa do youtuber veio como resposta à tentativa de censura do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, a obras LGBT do evento.

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Felipe Neto havia anunciado a compra de 10 mil exemplares para serem doados ao evento, No fim, esse número aumentou para mais de 14 mil — todos entregues lacrados, em resposta irônica à exigência de Crivella. A seguinte mensagem foi escrita em cada embalagem: “Este livro é impróprio para pessoas atrasadas, retrógradas e preconceituosas. Felipe Neto agradece a sua luta pelo amor, pela inclusão e pela diversidade”.

Apesar das filas gigantes, a distribuição ocorreu sem maiores problemas. Os livros empacotados foram colocados no centro de uma praça no Rio Centro, onde acontece a Bienal, e duas filas foram formadas para as pessoas receberem os exemplares. O tempo de espera não passava de 10 minutos.

Como os livros entregues eram voltados ao público juvenil, a maior parte da fila foi formada por adolescentes. Alguns deles seguravam bandeira do orgulho LGBT+ ou vestiam acessórios com as cores do arco-íris. O pouco tempo de espera na fila fez com que muitos visitantes conseguissem pegar mais de um exemplar. Com isso, a praça da Bienal virou uma espécie de mercado de escambo, com pessoas trocando livros repetidos como se trocassem figurinhas do álbum da Copa.

Manuela D’Avila compartilhou nas redes sociais um vídeo que mostra a quantidade de pessoas que agurdavam na fila para receber seu exemplar. É assim que nós reagimos à censura. O amor é a resposta para o ódio”, escreveu na publicação.


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