Fórum Educação
19 de abril de 2020, 16h46

Fotógrafo da Reuters flagra policial apontando arma para quem se opunha à carreata bolsonarista no Vidigal

Policial escoltou manifestação bolsonarista pelo fim da quarentena e ameaçou quem gritava contra; vale lembrar milícia, majoritariamente bolsonarista, tem obrigado reabertura de comércio no Rio em meio a pandemia; confira

Foto: Raphael Alves

O fotógrafo Lucas Landau, da Agência Reuters, fez uma imagem neste domingo (19) flagrando um policial apontando a arma para moradores da favela do Vidigal, no Rio de Janeiro, que se opunham à carreata bolsonarista contra o isolamento social que passava pela região.

“Um policial aponta uma arma em direção a casas da favela do Vidigal que jogavam ovos e objetos em carros que participavam de carreata pró-Bolsonaro e a favor da reabertura do comércio durante a pandemia do Covid-19 no Rio. Ampliando a foto é possível ver que o policial não está com o dedo no gatilho. Nenhum tiro foi disparado enquanto eu estive lá”, relatou o fotojornalista em seu Instagram.

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Um policial aponta uma arma em direção a casas da favela do Vidigal que jogavam ovos e objetos em carros que participavam de carreata pró-Bolsonaro e a favor da reabertura do comércio durante a pandemia do Covid-19 no Rio. Ampliando a foto é possível ver que o policial não está com o dedo no gatilho. Nenhum tiro foi disparado enquanto eu estive lá. Para @reuters. A police officer points his gun during a motorcade in a protest against Rodrigo Maia and Rio de Janeiro Governor Wilson Witzel’s measures on the coronavirus disease (COVID-19) outbreak and in support of Brazil’s President Jair Bolsonaro, in Rio de Janeiro, Brazil. April 18, 2020. REUTERS/Lucas Landau TPX IMAGES OF THE DAY #onassignment #carreata #próbolsonaro #manifestação #covid_19 #coronavirus #riodejaneiro #vidigal #brazil #brasil

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Vale lembrar que, na última semana, vieram à tona informações de que a milícia do Rio de Janeiro, em sintonia com o governo Bolsonaro, estaria obrigando comerciantes de comunidades a reabrirem seus estabelecimentos para manter as cobrança de “taxas” – isto é, as extorsões.

Além da manifestação no Vidigal, foram registrados atos de bolsonaristas em diversos lugares do país que, além do fim da quarentena, pediam uma intervenção militar e um novo AI-5. O próprio Jair Bolsonaro participou de um desses atos golpistas em Brasília e inflamou manifestantes.


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