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27 de janeiro de 2020, 21h08

Problemas no Enem levam três universidades federais a suspender processos seletivos

A Unifesp (São Paulo), UFSC (Santa Catarina) e UFPA (Pará) interromperam sua seleção até que o MEC encontre uma solução definitiva para o problema da correção das provas

Enem. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A crise do Enem continua e já afeta o processo seletivo de ao menos três universidades federais, que decidiram interromper seus processos seletivos devido às falhas admitidas pelo MEC (Ministério da Educação).

São elas: a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e UFPA (Universidade Federal do Pará). Todas possuem seus próprios modelos de seleção, mas utilizam a nota do Enem como componente desse processo. Por isso, decidiram esperar a solução definitiva do problema para retomar seus respectivos cronogramas.

A Unifesp tinha previsto divulgar nesta segunda-feira (27) os selecionados para os cursos de Medicina, Engenharia Química e Ciências Biológicas, mas devido às falhas no Enem, teve que suspender o anúncio por tempo indeterminado. Em comunicado, a universidade afirmou que “assim que o Inep/MEC responder aos questionamentos que compõem a decisão liminar e a questão for resolvida, a universidade divulgará as listas dos processos seletivos afetados”. A UFSC e a UFPA também publicaram notas à imprensa com postura idêntica, afirmando que esperarão uma resolução segura para reiniciar seus processos.

Neste domingo (26), a desembargadora Therezinha Cazerta, presidenta do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), rejeitou o pedido da Advocacia Geral da União (AGU) para permitir a divulgação dos resultados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), ou seja, manteve os resultados suspensos, até que a institucionalidade garanta que os resultados serão corretos. Segundo a magistrada, sua decisão se baseia em “proteger o direito individual dos candidatos do Enem a obterem, da administração pública, um posicionamento seguro e transparente a respeito da prova que fizeram”.

Segundo a versão do MEC, foram encontrados erros nos testes de 5,9 mil candidatos, em um total de 3,9 milhões. Também assegura que os problemas já foram solucionados, mas sem apresentar nenhuma explicação mais detalhada sobre qual foi essa solução, ou como os alunos afetados podem estar seguros que suas notas estão corretas.

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