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21 de janeiro de 2020, 09h51

Vale tenta boicotar na Justiça assistência aos atingidos pelo rompimento em Brumadinho

Mineradora tenta diminuir orçamento, duração e abrangência das assessorias técnicas aos atingidos. Crime completa um ano no próximo sábado (25)

(Reprodução)

Às vésperas de completar um ano do rompimento da barragem na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, a mineradora Vale do Rio Doce tenta diminuir na Justiça o campo de atuação das assessorias técnicas, serviço que tem por objetivo prestar assistência aos atingidos. A empresa pede a redução do orçamento, do escopo de atuação e do tempo de duração das assessorias, mesmos argumentos que impediram o início do trabalho de assistência técnica na Bacia do Rio Doce.

De acordo com reportagem de Guilherme Weimann, do Brasil de Fato, a defesa da mineradora encaminhou um documento à 6ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte pedindo a redução do trabalho das assessorias. Para a advogada Heiza Maria Dias, da Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas), em entrevista ao portal, investidas da Vale na Justiça pretendem reduzir a função das assessorias ao repasse de informes.

“As contestações da Vale apontam para a descaracterização do direito à Assessoria Técnica. Em relação ao escopo é importante destacar que a empresa propõe uma assessoria sem técnicos e sem consultorias, restando apenas a administração do projeto e mobilizadores, e estes em números reduzidos também”, relata Dias.

Como resposta ao impasse da mineradora, teve início nesta segunda-feira (20) uma marcha de seis dias organizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Os manifestantes iniciaram a marcha em Belo Horizonte, com uma caminhada, saindo da praça do Papa até a praça Milton Campos.

Segundo o MAB, foram feitas duas paradas, a primeira, em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na avenida Afonso Pena, e em seguida em frente à Agência Nacional de Mineração. Nas duas instituições, o MAB protocolou documentos questionando o Estado em relação ao rompimento da barragem que deixou 270 mortos, sendo que 11 ainda estão desaparecidos.


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