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21 de novembro de 2019, 17h24

Witzel vai processar Bolsonaro por declarações sobre caso Marielle

O governador do Rio de Janeiro ainda criticou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, dizendo que ele faz "acusações levianas"

Bolsonaro e WIlson Witzel (Foto: Arquivo)

As acusações do presidente Jair Bolsonaro de que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), manipula a Polícia Civil podem render um processo para o ex-capitão. Segundo o jornalista Sidney Rezende, do portal SRZD, Witzel afirmou nesta quinta-feira (21) que pretende ajuizar Bolsonaro e ainda criticou o ministro da Justiça, Sérgio Moro.

“O governador Wilson Witzel disse que não manipula a polícia do Rio e que vai abrir uma ação penal contra o presidente Jair Bolsonaro por tê-lo acusado de conduzir a investigação do assassinato de Marielle. Witzel criticou também Sérgio Moro pelo que chamou ‘afirmações levianas'”, informou Rezende em seu Twitter.

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Na manhã desta quinta (21), o presidente afirmou que o governador manipula a polícia para “destruir” a Família Bolsonaro. “Acabadas as eleições, ele [Witzel] colocou na cabeça que seria o presidente da República. E colocou na cabeça que iria destruir a família Bolsonaro, usando inclusive a Polícia Civil do Rio de Janeiro, na questão do porteiro”, disse Bolsonaro.

O ex-capitão, que diz que falta “gratidão” a Witzel, afirmou que o ex-juiz atua junto com a TV Globo“Qual a ideia? É fazer a narrativa da TV Globo. Durante a minha viagem de 12 dias ao Japão eu avisei que a Globo iria divulgar o caso Marielle e aconteceu no penúltimo dia. E começaram dizendo que estava em Brasília. Isso é uma pauta que não deve ser divulgada”, sentenciou.

Moro, que também foi criticado pelo governador, disse que o melhor caminho para a investigação é a federalização porque, segundo ele, há “um possível envolvimento fraudulento do nome do presidente”.

Na quarta-feira foi revelado pelo jornalista Kennedy Alencar, da Rádio CBN, que a Polícia Civil está se debruçando sobre uma nova linha de pesquisa depois de mais de 616 dias sem conseguir concluir o caso Marielle, que envolve Carlos Bolsonaro no assassinato. A proximidade entre Carlos e Ronnie Lessa, apontado como autor dos disparos que mataram Marielle e o motorista Anderson Gomes, e a relação hostil entre o filho do presidente e a vereadora são pontos avaliados pela polícia.

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