Empregada doméstica é primeira vítima de coronavírus no Rio de Janeiro

“A patroa não avisou para ela que achava que estava doente”, contou o irmão da vítima

A primeira vítima fatal do novo coronavírus no Rio de Janeiro não veio da Europa, dos Estados Unidos, ou da China. Foi uma empregada doméstica que se contaminou pela irresponsabilidade de sua patroa, que estava de quarentena após viagem à Itália e não contou à funcionária.

Moradora do município de Miguel Pereira, interior do estado, a mulher tinha 63 anos e trabalhava há 20 anos em uma casa no Leblon, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro com o metro quadrado mais caro do país.

Segundo reportagem de Mariana Simões, da Agência Pública, a patroa estava de quarentena com suspeitas para o novo coronavírus após chegar de viagem da Itália, mas não avisou à empregada e fez a funcionária ir trabalhar normalmente.

“A patroa não avisou para ela que achava que estava doente”, contou o irmão à reportagem.

O diretor médico do Hospital Municipal Luiz Gonzaga, Sebastião Barbosa, que cuidou da vítima disse que “a patroa já estava de quarentena, mas a gente não sabe quando de fato chegou o resultado [positivo do teste do coronavírus]”.

“A paciente deu entrada no hospital na segunda à noite [dia 16] e até então não tinha nenhuma informação [sobre o coronavírus]. Chegou pela Secretária de Saúde que a amostra da patroa deu positivo para coronavírus só na terça-feira [dia 17], que foi o dia do óbito”, disse ainda.

O médico lamenta que a informação sobre a testagem do novo coronavírus demorou a chegar e diz que poderia ter revertido o quadro se soubesse da suspeita da doença.

Coronavírus no Brasil

Publicidade

Segundo dados do Ministério da Saúde, até o momento há 6 mortes confirmadas causadas pelo novo coronavírus, 4 em São Paulo e 2 no Rio de Janeiro. Há ainda 621 pacientes confirmados com Covid-19.

Leia aqui a reportagem da Agência Pública na íntegra

Publicidade
Avatar de Redação

Redação

Direto da Redação da Revista Fórum.

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR