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13 de março de 2020, 22h33

Piñera lança plano contra coronavírus no Chile e proíbe “eventos com mais de 500 pessoas”

Governo chileno anunciou plano de ação que envolverá medidas em saúde e educação, além de várias restrições a reuniões públicas, o que pode levar à proibição de manifestações

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou nesta sexta-feira (13), em rede nacional de televisão, que o governo adotará uma série de medidas para combater a pandemia de coronavírus.

Até o momento, o país andino registrou 43 casos, sem vítimas fatais. Contudo, o presidente afirmou que, durante o outono e o inverno, a tendência é que esse número aumente. “A propagação do coronavírus se desenvolve em quatro etapas, e o Chile está em plena etapa 3, quando os casos são monitoráveis. A quarta é quando se perde esse controle e os casos se multiplicam. Trabalharemos para evitar essa situação ao máximo”, afirmou Piñera.

Entre as medidas mais importantes adotadas pelo presidente está a gratuidade para exames de coronavírus em todo o país – até esta semana, o exame estava sendo cobrado mesmo no sistema público, e custava até 40 reais – e as restrições a reuniões públicas. Segundo o governo, serão proibidos eventos que convoquem mais de 500 pessoas.

Esta segunda medida já está gerando polêmica, devido a vários eventos programados para as próximas semanadas, devido ao processo constituinte, que terá um plebiscito no dia 26 de abril. Também há muitas manifestações que pedem abertamente a renúncia de Piñera, presidente que tem apenas 4% de aprovação, segundo as mais recentes pesquisas.

Segundo as novas medidas, os protestos não poderão acontecer. As organizações sociais responsáveis por esses atos ainda não se pronunciaram a respeito da situação, mas o senador socialista Alejandro Navarro, acusou o presidente de “usar o coronavírus com fins políticos, impondo um toque de recolher sanitário para controlar as manifestações contra o seu governo”.

O questionado mandatário respondeu as críticas dizendo que “este não é um momento para divisões. Precisamos da união e colaboração de todos neste momento, e devemos ter em mente que a saúde dos chilenos é a grande prioridade”.


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