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20 de maio de 2020, 07h30

Véio da Havan passa a vender arroz e feijão para driblar Justiça e reabrir lojas na pandemia

Conhecido por vender itens de utilidade para o lar, empresário bolsonarista quer que sua rede seja considerada uma "atividade essencial"

Luciano Hang, o véio da Havan (Foto: Reprodução)

O dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang, passou a incluir alimentos de cesta básica, como arroz, feijão, macarrão e óleo, em suas prateleiras para tentar na Justiça que o setor seja considerado uma atividade essencial durante a pandemia. A rede é conhecida, no entanto, por vender itens de utilidade para o lar.

A nova investida de Véio da Havan vem no momento em que o presidente Jair Bolsonaro pede que empresários “joguem pesado” contra as medidas de isolamento social e restrição decretadas por prefeitos e governadores.

Com isso, além da inclusão de novos produtos em suas lojas, o empresário vem investindo em processos judiciais e protestos de funcionários para tentar reabrir as unidades em meio à pandemia.

Ao todo, das 143 lojas da rede, apenas 16 estão fechadas. A maioria das lojas abertas está em Santa Catarina e Paraná, estados que flexibilizaram a abertura de determinados setores do comércio, mas com horário reduzido.

O bolsonarista publicou em seu Twitter, nesta segunda-feira (18), um vídeo de vários funcionários, de diferentes filiais, vestidos de verde e amarelo nas ruas.

“Os colaboradores da Havan foram às ruas defender o direito de tralhar (sic). Das 145 lojas Havan, 18 seguem fechadas há mais de 2 meses. Enquanto os governantes vendem a imagem de salvadores da pátria, muitos não sabem como colocar comida na mesa. É muita hipocrisia, você concorda?”, escreveu.

Funcionários se reuniram em frente ao Paço Municipal, onde protestaram com cartazes impressos sobre a medida e solicitaram do poder público providências para que voltem ao trabalho.


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