O que o brasileiro pensa?
07 de julho de 2020, 21h41

“É hora da igreja abrir a boca”: Pastora evangélica prega contra o racismo no caso Miguel e viraliza

"Que país é esse que os crentes não denunciam o racismo?", afirmou, emocionada, a pastora Kátia, mãe do ativista negro Wesley Teixeira

Reprodução

O racismo que o movimento negro vem denunciando no caso do menino Miguel, filho da empregada doméstica que morreu após ser deixado aos cuidados da patroa, a primeira-dama de Tamandaré (PE), Sari Corte Real, foi escancarado em uma pregação de uma pastora evangélica.

Kátia, a pastora, é mãe do ativista negro Wesley Teixeira, e a pregação, feita em sua igreja no Morro do Sapo, em Duque de Caxias (RJ), viralizou nas redes sociais.

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“Que país é esse em que os crentes não denunciam o racismo?”, questionou a pastora Kátia, de forma contundente, no início de seu discurso, em que pediu uma reação das igrejas evangélicas no sentido de denunciar o racismo.

“Ficam dentro de suas igrejas cantando ‘santo, santo’, e aqui na Terra, cadê o reino de Deus? E a sua Justiça? É hora da igreja abrir a boca, é hora da igreja clamar porque as empregadas estão dentro da sua igreja, pastor”, disparou.

“As empregadas estão dentro da igreja pentecostal, que tem as mulheres negras, pobres, faveladas. Essas mulheres que sofrem. Eu chorei com aquela mãe, porque poderia ser meu filho”, completou a religiosa, em referência à mãe de Miguel, Mirtes Renata de Souza.

Assista.


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