Em meio à queda de popularidade, Bolsonaro estende auxílio emergencial

O governo também vive às voltas com sucessivos escândalos de corrupção e prorrogou o benefício por mais três meses, em uma tentativa de melhorar sua imagem junto à opinião pública

No momento em que Jair Bolsonaro vive vertiginosas quedas de popularidade, atestadas por inúmeras pesquisas, inclusive a da Fórum, além de sucessivos escândalos de corrupção, o governo anunciou, nesta segunda-feira (5), a prorrogação do auxílio emergencial.

Para tentar melhorar sua imagem junto à opinião pública, o benefício vai até outubro, três meses a mais do previsto, que era fim de julho.

Os valores dos pagamentos seguem os mesmos, variando de R$ 150 a R$ 350. O benefício atinge quase 40 milhões de brasileiros.

No anúncio sobre a prorrogação, no fim da tarde desta segunda, o presidente declarou que o governo negocia a atualização do valor do Bolsa Família para 2022, outra medida visando às eleições do ano que vem.

A origem

Criado em abril de 2021 pelo governo, após muita pressão, principalmente de parlamentares e outros políticos de oposição, o auxílio emergencial atende pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia da Covid-19.

O benefício foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, prorrogado até 31 de dezembro de 2020, em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Em 2021, os pagamentos seriam, primeiramente, por quatro meses. As famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

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Com informações da CNN

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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