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05 de setembro de 2019, 09h35

Atacada por Bolsonaro, Bachelet convidou Ana Estela Haddad para rede de proteção à criança da ONU

Ana Estela deve agregar a experiência de políticas públicas coordenadas por ela quando foi primeira-dama de São Paulo, na gestão de Fernando Haddad

Ana Estela e Haddad (Arquivo)

Atacada de forma vil e covarde por Jair Bolsonaro – em nova crise diplomática -, a ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet, Comissária de Direitos Humanos da ONU, t convidou Ana Estela Haddad para integrar uma rede internacional de proteção à primeira infância na América Latina.

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Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na edição desta quinta-feira (5) da Folha de S.Paulo, Ana Estela deve agregar a experiência de políticas públicas coordenadas por ela quando foi primeira-dama de São Paulo, na gestão de seu marido, Fernando Haddad (PT-SP), na prefeitura, de 2013 a 2016.

Bachelet lidera a organização Horizonte Ciudadano, que trata de políticas públicas voltadas a metas de desenvolvimento sustentável fixadas pela ONU para 2030.

Crise diplomática
Os ataques de Bolsonaro ao pai de Bachelet, Alberto, que foi preso e torturado em 1973 a mando da ditadura do general Augusto Pinochet no Chile, gerou uma crise diplomática com reações de diversos políticos e líderes mundiais.

Em sua conta no Facebook, Bolsonaro disse que “Michelle Bachelet, Comissária dos Direitos Humanos da ONU, seguindo a linha do Macron em se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares”.

Em outro trecho da postagem Bolsonaro atacou com mais violência a Comissária da ONU: “Diz (Michelle) ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”.


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