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03 de janeiro de 2020, 22h32

Itamaraty manifesta “apoio à luta contra o flagelo do terrorismo” após ataques dos EUA ao Irã

Depois de Bolsonaro tentar se esquivar, Ministério das Relações Exteriores faz nota "pró-Trump"

Bolsonaro e Trump (Foto: Alan Santos/PR)

Depois dos presidente Jair Bolsonaro declarar que o Brasil não tem forças para opinar sobre Irã x EUA, o Ministério das Relações Exteriores publicou uma nota oficial se colocando ao lado da “luta contra o terrorismo”. A mensagem não critica o assassinato do general Qasem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária do Irã, por parte dos EUA.

“Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o Governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”, é o que diz a mensagem publicada pelo Itamaraty.

A nota fala ainda em “esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento”, mas em nenhum momento cita a morte de Soleimani. O “impacto sobre os preços do petróleo” também ganha destaque na mensagem que “apela para a unidade de todas as nações contra o terrorismo em todas as suas formas”.

Por fim, a nota “condena igualmente” os ataques à Embaixada dos EUA em Bagdá, sem ter citado a palavra “condenação”(ou variantes) anteriormente.

Confira a nota na íntegra:

Acontecimentos no Iraque e luta contra o terrorismo

Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o Governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo.

O Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento.

O terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio e aos países desenvolvidos, e o Brasil não pode permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul.

Diante dessa realidade, em 2019 o Brasil passou a participar em capacidade plena, e não mais apenas como observador, da Conferência Ministerial Hemisférica de Luta contra o Terrorismo, que terá nova sessão em 20 de janeiro em Bogotá.

O Brasil acompanha com atenção os desdobramentos da ação no Iraque, inclusive seu impacto sobre os preços do petróleo, e apela uma vez mais para a unidade de todas as nações contra o terrorismo em todas as suas formas.

O Brasil condena igualmente os ataques à Embaixada dos EUA em Bagdá, ocorridos nos últimos dias, e apela ao respeito da Convenção de Viena e à integridade dos agentes diplomáticos norte-americanos reconhecidos pelo governo do Iraque presentes naquele país.

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