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06 de dezembro de 2019, 19h05

Morre a mãe de Glenn Greenwald, vítima de fake news

Arlene Greenwald, que sofria de câncer terminal, foi alvo de ataques e fake news da rede bolsonarista em meio às revelações da Vaza Jato, capitaneadas pelo seu filho, Glenn Greenwald

Reprodução/Twitter

Morreu na madrugada desta sexta-feira (6), aos 76 anos, nos Estados Unidos, Arlene Greenwald, mãe do jornalista e editor do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald.

Arlene sofria de um câncer no pulmão com metástase no cérebro. Ela vinha lutando contra a doença há mais de oito anos. Recentemente, após anos de procedimentos e quimioterapia, resolveu suspender o tratamento em clínicas e hospitais e se tratar em casa. Foi neste período que pode conhecer seus netos, filhos de Glenn com o deputado David Miranda (PSOL-RJ).

A batalha travada por Glenn e David para que os Estados Unidos concedessem visto aos seus filhos e, assim, pudessem visitar a avó, foi a base da construção de uma fake news contra Arlene, que resultou em inúmeros ataques promovidos pelas redes bolsonaristas. Em agosto deste ano, em meio à divulgação da série Vaza Jato, capitaneada por Glenn, o blogueiro Oswaldo Eustáquio, do site Agora Paraná, disse que o jornalista mentia sobre a doença da mãe e que ela estava saudável. De acordo com Eustáquio, o câncer de Arlene havia sido inventado para facilitar os vistos de emergência para os filhos do casal.

Diante da enxurrada de ataques contra sua mãe, Glenn apresentou um laudo que comprovava o câncer de sua mãe e resolveu processar o blogueiro que difundiu a notícia falsa. “Todos os braços do esgoto que é a máquina bolsonarista do Fake News devem ser atacados de todas as maneiras. Críticas são permitidas. Mentiras: não”, disse o jornalista à época.

Nesta sexta-feira (6), pelo Twitter, Glenn falou sobre o falecimento da mãe em uma postagem repercutindo o obituário da Folha de S. Paulo. “Minha mãe foi uma guerreira a vida toda. Superou tantas dificuldades e me ensinou tudo. E – mesmo com os horríveis ataques que sofreu este ano de pessoas odiosas – sempre se tratou todos com amor e respeito. Todos sentiremos sua falta”, escreveu.


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