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07 de junho de 2019, 10h05

Saída oficial de Theresa May inicia forte disputa interna no Partido Conservador britânico

Entre todos os candidatos, o grande favorito é Boris Johnson, crítico de May e preferido de Donald Trump e de Steve Bannon

Theresa May e Boris Johnson(Montagem)

Na tarde desta sexta-feira (7), a primeira-ministra britânica Theresa May deixará de ser oficialmente a líder do Partido Conservador do Reino Unido, posição que a sustentava no principal cargo Executivo do país, confirmando uma decisão que ela tomou no dia 24 de maio.

Sua saída também significa o começo de uma disputa interna em seu partido, que promete ser feroz, com ao menos dois candidatos com forte apoio interno. A imprensa britânica fala na possibilidade de até dez candidaturas registradas, algo que só será oficialmente confirmado na próxima segunda-feira (10).

Entre todos os candidatos, o grande favorito é Boris Johnson, o que tem maior apoio entre as bases do partido, segundo as pesquisas. Johnson é um ex-prefeito Londres e foi um dos defensores da realização do referendo do brexit, além de ser um dos maiores críticos da gestão de May, a quem chegou a enviar uma carta dizendo que “o sonho do brexit está sendo afogado por suas dúvidas desnecessárias”. Também é o candidato preferido de Donald Trump e de Steve Bannon.

Entre seus principais concorrentes está Dominic Raab, que foi ministro encarregado do acordo do brexit, designado por May, mas que durou apenas quatro meses no cargo, após defender uma saída mais conflitiva, sem fazer concessões ao bloco europeu – ao ser demitido, lançou duras críticas à primeira-ministra. Outro nome forte é o de Jeremy Hunt, atual ministro de Relações Exteriores, que antes defendia a permanência na União Europeia  (o “remain”), mas que mudou seu discurso quando se tornou candidato, dizendo que a postura de Bruxelas nas negociações tem sido “arrogante e intransigente”.

Outros dois nomes correm por fora: Andrea Leadson, que é a líder dos conservadores no Parlamento, e Michael Gove, homem que trabalhou tanto com Johnson quanto com May. Ambos são vistos como figuras capazes de apaziguar os ânimos entre os diferentes setores do partido.

Por sua parte, May termina seu mandato de forma melancólica, considerada por alguns meios locais como “a pior governante da história recente”, e inclusive sendo compara a Frederick North, que liderou o país durante o Século XVIII, na época em que as colônias americanas declararam sua independência.

Segundo Owen Jones, colunista do The Guardian, o mandato de May será lembrado “por suas mentiras e falta de honestidade”, especialmente no que diz respeito às negociações sobre o brexit, problema que a levou ao cargo – quando explodiu nas mãos de seu antecessor, David Cameron – e que depois a obrigou a renunciar. Também será a maior batata quente que seu sucessor terá que enfrentar.

Com informações do The Guardian e do El Periódico.


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