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03 de julho de 2020, 20h30

Bares do Rio prometem evitar aglomerações depois de noite de reabertura lotada

Estabelecimentos cheios e falta de máscaras em meio a alta de casos e mortes de coronavírus gerou revolta nas redes sociais

Foto: Reprodução/Twitter

Após a repercussão negativa da primeira noite de reabertura, donos de bares da cidade do Rio de Janeiro se reuniram nesta sexta-feira (3) para discutir como evitar aglomerações durante a pandemia de coronavírus.

Na noite da última quinta-feira (2), conforme revelou a Fórum, os bares estavam lotados, sem respeito ao distância social e a maioria dos clientes não utilizavam máscaras. Foi a primeira noite de funcionamento normal na capital fluminense depois de um período de fechamento determinado pelas autoridades municipais para conter a propagação do vírus.

O estado do Rio já ultrapassou as 10 mil mortes por covid-19 e contabiliza mais de 119 mil casos confirmados de coronavírus. A aglomeração gerou revolta nas redes sociais, com críticas aos bares e à prefeitura por ter autorizado a reabertura com a taxa de contágio e os óbitos em alta.

A Guarda Municipal e a Vigilância Sanitária prometeram aumentar a fiscalização neste final de semana. Já os donos dos estabelecimentos se reuniram na manhã desta sexta e decidiram que precisam mudar suas imagens de “denunciados” para “denunciantes”, ou seja, auxiliar a prefeitura com denúncia de aglomeração na porta de seus bares.

Em reunião virtual organizada pelo Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio (SindRio), que representa 10 mil bares e restaurantes da cidade, houve 180 participantes. A pauta era o esclarecimento de dúvidas sobre procedimentos de higiene e mudanças de decreto e legislação da prefeitura. Mas a discussão sobre como evitar as aglomerações, e os consequentes prejuízos sanitários e econômicos para o setor, dominaram a reunião.

“A tônica foi mudar nossa imagem. Precisamos passar de agente denunciado para agente denunciante” afirmou Alexandre Serrado, presidente do Polo Gastronômico do Jardim Oceânico, dono do Bar da Lapa e conselheiro do SindRio. “Acho que precisamos usar o disk aglomeração também. Se está tumultuando na porta dele, o comerciante tem que chamar a polícia, a prefeitura e mandar para a imprensa. E mostrarmos nosso interior, com o protocolo respeitado”.

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