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29 de janeiro de 2020, 17h43

Colo-Colo disponibiliza equipe jurídica à família de torcedor assassinado pela polícia

Carro da polícia chilena atropelou e matou torcedor que protestava na saída de uma partida do clube

Reprodução

Nesta quarta-feira (29), o clube Colo-Colo, do Chile, anunciou que sua equipe jurídica estará à disposição da família de Jorge Mora, torcedor que foi atropelado e morto na noite anterior por um veículo policial, quando se manifestava na saída de uma partida do seu clube, em Santiago.

Mora morreu na noite de terça-feira (28), após ser impactado por um caminhão policial que transportava cavalos para a polícia montada – muito utilizada no policiamento de partidas de futebol. Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostrou o exato momento do choque.

A polícia não divulgou o nome do policial que dirigia o veículo, mas assegurou que ele está preso preventivamente, e por tempo indeterminado, enquanto se investiga se sua ação foi acidental ou proposital.

O clube publicou um comunicado nesta quarta, explicando o apoio que pretende prestar à família da vítima: “Nós, do Colo-Colo, consideramos que este fato grave deve ser devidamente investigado pelas autoridades competentes, e os responsáveis devem receber todas as sanções que a lei contempla (…) a institucionalidade deve ser proativa na apuração dos fatos e no esclarecimento do ocorrido, de modo a determinar as devidas responsabilidades em um prazo o mais breve possível”.

Por sua parte, a Garra Blanca, maior torcida organizada do Colo-Colo, afirmou que a morte de Mora deveria levar a uma interrupção do Campeonato Chileno, que acaba de finalizar sua primeira rodada – justamente com a partida desta terça, na que o Colo-Colo venceu o Palestino por 3×0. A “barrabrava” colocolina afirma que realizará protestos durante as próximas partidas da equipe, contra Cobresal e Audax – ambos como visitante.

Sobre essa situação, o presidente da ANFP (Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile), Sebastián Moreno, afirmou que “parar o campeonato não é o caminho mais correto, o acontecido nesta terça foi um fato isolado, a institucionalidade é capaz de garantir a segurança nos estádios, e isso já está comprovado”.


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