Coordenador da FUP é punido pela Petrobras; Entidades e movimentos sociais protestam

Suspensão imposta pela estatal é ilegal e fere legislação brasileira, além de convenções internacionais que protegem a atividade dos sindicalistas.

Diversas entidades sindicais e movimentos sociais protestaram hoje contra uma punição aplicada pela Petrobras ao coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar. A justificativa dada pela estatal petrolífera foi a de que o trabalhador se envolveu e participou de uma greve na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), o que fere o exercício legal do mandato sindical de Bacelar.

A direção colegiada da Federação Única dos Petroleiros divulgou nota ontem (06) denunciando a medida arbitrária e ilegal da Petrobras, que impôs 29 dias de suspenção ao sindicalista, no que foi classificado pela entidade como uma intimidação aos petroleiros e petroleiras do Brasil, atacando a principal liderança da categoria. Ainda segundo a FUP, Bacelar vem denunciando os riscos aos quais os trabalhadores serão submetidos em consequência de uma venda da Rlam, na esteira dos processos de privatização.

Outras organizações sindicais ligadas aos petroleiros, assim com entidades de outros ramos de atividade, expressaram solidariedade a Deyvid Bacelar. Foi o caso da FNP, que por meio de seu coordenador, Adaelson Costa, divulgou um vídeo condenando a atitude da gerência da Rlam.

A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) também se manifestaram, denunciando as práticas antissindicais recorrentes nas unidades da Petrobras espalhadas por todo o país.

Já a CUT (Central Única dos Trabalhadores) ressaltou que a atitude da direção da refinaria é um grave ataque à liberdade de organização sindical, contrariando direitos assegurados na legislação nacional e nas Convenções 98 e 135 da OIT, das quais o Brasil é signatário.

*Confira mais detalhes na matéria do Sindicato Popular.

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Henrique Rodrigues

Jornalista e professor de Literatura Brasileira.

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