França: Manifestantes usam símbolo nazista em ato contra passaporte da vacina

Na semana passada, o presidente da França anunciou obrigatoriedade da vacinação para que os cidadãos possam acessar espaços coletivos

No último sábado (17) milhares de franceses foram às ruas para protestar contra o Passaporte da Vacina, documento que será obrigatório para que os cidadãos possam acessar espaços coletivos.

Mas, além do ato em si, outro fato chocou o governo: parte dos manifestantes antivacina carregavam em suas roupas e cartazes a estrela de Davi amarela, símbolo utilizado pelos nazistas para discriminar os judeus.

Além disso, alguns cartazes dos manifestantes deturparam slogans nazistas, por exemplo, no lugar de “o trabalho liberta”, alguns cartazes diziam “o passaporte sanitário liberta”.

Cabe lembrar que a expressão “o trabalho liberta” ficava escrita no portão de entrada do campo de extermínio de Auschwitz.

De acordo com o jornal francês Libération, os manifestantes também fizeram paralelos entre o passaporte sanitário, ditadura e o apartheid.

A publicação também revelou que, ao todo, as manifestações, que se deram em várias regiões da França, reuniram mais de 114 mil pessoas.

Passaporte sanitário

Na semana passada o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou a obrigatoriedade dos servidores da saúde de se vacinarem.

Outra questão é que, os cidadãos franceses que quiserem frequentar bares, cinemas e clubes terão de apresentar o passaporte da vacina.

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Como justificativa para endurecer as medidas de combate à Covid-19, se dá o fato da chegada da variante Delta e o risco de uma nova onda do coronavírus.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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