Haddad sobre a eleição em SP: “Temos a oportunidade de ter uma troca de comando para melhor”

O ex-prefeito da cidade de São Paulo também afirmou que vai “fazer todo o esforço" para que seja criada a frente anti-BolsoDória

Em entrevista ao Brasil 247, o ex-prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, revelou que já teve conversas com o presidente Lula sobre a disputa pelo governo do estado de São Paulo e sobre o seu nome para a representar a candidatura do PT.

De acordo com Haddad, a conversa aconteceu por conta das últimas pesquisas onde o seu nome aparece bem posicionado. Haddad acredita que há “uma oportunidade de haver uma troca de comando para melhor” no estado de São Paulo.

Sobre a construção de uma frente de esquerda para disputar o Palácio dos Bandeirantes, Haddad afirmou que ela pode acontecer a partir de conversas e “generosidades” e que vai “fazer todo o esforço para criarmos a frente anti-BolsoDória”

O ex-prefeito também analisou a conjunta e afirmou que o presidente Bolsonaro (sem partido) é a “junção de todos os problemas do Brasil”.

“Eu sou da tese de que o Bolsonaro não é um raio em céu azul. Bolsonaro é uma espécie de recidiva de vários problemas insepultos da história do Brasil. Uma história marcada pela escravidão, pelo patriarcalismo, pelo patrimonialismo, pelo sexismo, pela misogenia, pelo racismo. Enfim, é uma história trágica do ponto de vista social que se expressa na violência extrema”, afirmou Haddad

A entrevista na íntegra pode ser conferia aqui.

Haddad e Boulos lideram disputa pelo governo de SP

Pesquisa do Atlas Político sobre a disputa pelo governo de São Paulo, encomendada pelo El País Brasil e divulgada nesta quarta-feira (12), aponta Guilherme Boulos (PSOL) na liderança. O psolista foi candidato à prefeitura da capital paulista em 2020 e terminou o pleito em segundo lugar após disputa com Bruno Covas (PSDB) no segundo turno.

Segundo o estudo, Boulos tem 17% das intenções de voto. Em segundo lugar consta o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (MDB), com 16,4%. O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) é o terceiro colocado, somando 14,6% das intenções de voto, e ele é seguido por Márcio França (PSB), que possui 12,5%.

Já em um cenário simulado sem a candidatura de Guilherme Boulos e com o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, na disputa, quem lidera é o petista Fernando Haddad, com 25,3% das intenções de voto.

Nesta situação, o segundo lugar é de Weintraub, que soma 14,9%. Ele é seguido por Skaf (13,5%), Doria, (12,2%), França (10,4%) e Arthur do Val (6,6%). 12,2% dos entrevistados disseram que vão votar em branco ou nulo e outros 4,9% não sabem ou não responderam.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).